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Uma estratégia expansionista com consecutivos sucessos


Portugal, Espanha e a América do Sul são mercados muito importantes para o BNP Paribas Securities Services.

Começando por Espanha, mercado onde estão há vários anos, Jean Devambez (na foto à esquerda), Head of Products & Clients Solutions, referiu que este está bastante desenvolvido, embora num movimento de consolidação em termos de número de entidades, "o que para nós é de aproveitar, porque estamos muito positivos para Espanha", referiu à Funds People por altura do congresso da Associação Luxemburguesa de Fundos (ALFI).

A entidade originalmente francesa considera-se um player global que se estabelece localmente e que no caso espanhol, reiterou Frédéric Perard (na foto à direita), Head of Luxembourg & Offshore Centres, "pretendemos estar presentes na consolidação do mercado espanhol que é também um mercado chave e porta aberta para a América Latina". Sobre a eventual aquisição de alguma instituição espanhola, os profissionais não quiseram fazer quaisquer declarações.

Desde 2008-2009 que a entidade se lançou numa estratégia expansionista em larga medida. Em Portugal, desenvolveram um centro operacional  de excelência que serve as áreas de custódia, gestão de ativos e banca de investimento, constituindo assim um hub  europeu.

A expansão para a América Latina começou em 2010 com o lançamento no Brasil de serviços de custódia e compensação (local custody e clearing services) e, em 2012, abriram escritórios na Colômbia e no Chile.

"Tentamos capitalizar o nosso nome nos vários mercados de forma sustentada", referiu Perard acrescentando ainda a existência do escritório de representação do Peru, mercado também ele muito relevante na área de clientes Institucionais.

O BNP Paribas Securities Services procura oferecer o seu know-how e expertise em veículos globais como os UCITS (fundos harmonizados detentores do famoso passaporte europeu), SIF (fundos especializados de investimento) especialmente nos mercados fora da Europa, embora numa fase inicial se mantenham muito no apoio aos gestores locais e às especificidades dos seus produtos (exemplo do que acontece em alguns dos mercados latino-americanos).

Devambez relembra que o Brasil é um mercado com muito potencial que se terá que diversificar e abrir e, por isso, "é um mercado onde temos que estar para ganhar com essa evolução mais cedo ou mais tarde". Atualmente, o escritório do Brasil conta com cerca de 50 pessoas mas ambos os profissionais do BNP Paribas Securities Services acreditam que "há mais a ganhar naquele mercado que a perder".  A entidade aposta, claramente, no longo prazo e olha, também para o México e Bolívia como eventuais próximos destinos

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