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Uma estratégia atrativa para um contexto de baixas taxas de juro


O atual contexto de baixas taxas de juro está a fazer com que os investidores procurem oportunidades em diferentes classes de ativos. A estratégia Global High Dividend propõe-se a gerar uma rentabilidade ajustada ao risco atrativa e uma rentabilidade por dividendo superior à do seu índice de referência, pelo que supõe uma opção interessante para ganhar exposição a rendimentos. No entanto, numa estratégia deste género não basta escolher as ações que distribuam dividendos mais elevados, havendo sim que selecionar cuidadosamente as empresas com as melhores caraterísticas de qualidade que serão capazes de manter ou de aumentar os seus dividendos ao longo do tempo.

Ao longo dos últimos quinze anos, as rentabilidades das ações têm sido muito voláteis, mas grande parte da rentabilidade obtida tem sido em forma de dividendos. No entanto, investir nas empresas que oferecem maiores rentabilidades por dividendo nem sempre é sinónimo de êxito. Na nossa opinião, é essencial que o processo de seleção de títulos combine o critério do dividendo com os critérios de qualidade, com o objetivo de ganhar exposição a empresas com dividendos sustentáveis. A qualidade pode ser definida mediante diversos factores. O nosso processo de investimento opta por empresas de grande capitalização que registam níveis de volatilidade mais baixos mas, para além disso, fixamo-nos em determinadas caraterísticas que reforçam a sustentabilidade dos dividendos, como uma reduzida alavancagem, uma elevada rentabilidade, uma baixa volatilidade do dividendo ou um rácio de cobertura de dividendos adequado.

Esta estratégia centra-se principalmente em obter rentabilidades por dividendo elevadas a longo prazo por parte de empresas capazes de manter ou inclusive aumentar o seu dividendo, centrando-se também em manter uma carteira muito diversificada em termos geográficos e sectoriais. O processo de construção da carteira não segue as ponderações do índice, embora se baseie naqueles factores que, na nossa opinião, acrescentarão valor a médio-longo prazo. Por isso, a carteira mostra uma clara tendência para as ações que registem uma elevada rentabilidade por dividendo, um beta baixo e pouca volatilidade residual. A carteira está composta por cerca de 100 títulos praticamente equiponderados, uma caraterística que nos diferencia da concorrência. Enquanto outras casas preferem manter as carteiras concentradas, nós apostamos na diversificação com o objetivo de mitigar o risco de concentração e ganhar exposição às caraterísticas que nos interessam: alta rentabilidade por dividendo e qualidade. A maioria das posições da carteira correspondem a empresas de grande capitalização, que tendem a ser menos voláteis do que as de menor tamanho.

Esta estratégia registou níveis de risco consideravelmente inferiores aos do mercado, representado pelo índice MSCI AC World (net dividend reinvested) US Dollar Hedged, o que deveria traduzir-se em rentabilidades ajustadas ao risco mais atrativas. Embora a carteira seja ajustada a cada 4-6 semanas aproximadamente, o gestor revê-a diariamente para avaliar o comportamento das posições.

A UBS Asset Management implementou esta estratégia no UBS (Lux) Global High Dividend Fund, um fundo de gestão ativa que se propõe a gerar rentabilidades atrativas ajustadas ao risco, e que conta com uma carteira diversificada de ações de qualidade que distribuem dividendos elevados, o que lhe permitiu limitar as quedas durante as correções de mercado. Desde o seu lançamento, há quase cinco anos, o fundo tem-se caraterizado por uma volatilidade inferior à do índice de referência e uma rentabilidade por dividendo mais alta. Ao longo deste período, o fundo tem-se comportado de forma similar ao seu índice, participando durante os bull markets, apesar de oferecer um perfil de risco mais baixo e ter gerado uma rentabilidade por dividendo mais alta. 

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