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Um olhar sob o rácio Sharpe


Sharpe é sinónimo de Volatilidade e Rendibilidade. A forma de relacionar estes dois conceitos valeu a William Sharpe o Prémio Nobel da Economia em 1990. Este é um dos rácios mais observado pelos gestores, já que avalia, além da rendibilidade, o risco de um investimento. Mas será o mais importante? Qual será a sua efetiva relevância, a par do Information Ratio e do Sortino Ratio?

Fernando Nascimento, da CA Gest, considera “o Rácio de Sharpe o mais relevante pois permite ao investidor avaliar o excedente de rendibilidade de um fundo face a aplicação de rendimento fixo percebida como de baixo risco, constituindo efectivamente o prémio de risco intrínseco do fundo”, ainda assim, destaca a complementaridade dos três rácios apresentados. A equipa do Montepio Gestão de Activos realça o Sharpe ao afirmar que é “medida preferencial para compararmos cada um dos nossos fundos com o mercado (fundos concorrentes e com os índices que achemos comparáveis, se aplicável). Acreditamos que é o indicador que melhor reflete os nossos objetivos, entregar o máximo de retorno por unidade de risco aos nossos investidores.”

A equipa gestora do Optimize Europa Valor considera que a “qualidade da gestão de um fundo constitui um exercício difícil, dependente das circunstâncias de mercado durante o período considerado”. Ainda assim, a Optimize Investment Partners tem “tendência para preferir o ratio de Sharpe, por ser o mais comum, embora seja “menos perfeito” do que o Sortino que procura distinguir entre boa (positiva) e má (negativa) volatilidade”.

José Manuel Badalo, gestor dos fundos BPI Euro Grandes Capitalizações e BPI Europa, opta por destacar o Information Ratio justificando a sua escolha como “uma das nossas principais preocupações a criação de valor no médio longo prazo quando comparados com um índice de referência, privilegiamos a utilização do Information Ratio.” A equipa gestora do fundo Santander Ações Europa sublinha, igualmente, o Information Ratio e justifica a sua escolha com o principal objetivo do fundo que é “superar o benchmark, mas assumindo o menor risco possível. Assim, o indicador que tem mais relevância para medir a concretização do nosso objectivo é o Information Ratio, que mede o excesso de retorno do fundo face ao benchmark em relação ao "tracking error" (desvio típico das diferenças de retorno entre o fundo e o benchmark) do fundo”.

Qual a sua relevância?

A Montepio Gestão de Activos tem dois objetivos relativos, no que toca ao Sharpe Ratio: “por um lado queremos superar o segmento de mercado comparável e por outro queremos estar no primeiro quartil do ranking dos fundos do segmento”. Já para a Optimize, os indicadores referidos são “medidos “ex-post”, ou seja traduzem o resultado de uma política de gestão passada. Assim só servirão enquanto “proxis para o futuro” se considerarmos uma política de investimento muito calibrada, e uma total estabilidade dos critérios de gestão. Estes indicadores podem servir-nos para medir o sucesso dessas apostas, e ver se perante um afastamento relativamente aos benchmarks, conseguimos obter performance”. Para a CA Gestcada um dos rácios é usado para avaliar diferentes características da performance, do estilo e da consistência da gestão, permitindo ao investidor identificar se o gestor adopta uma estratégia de gestão mais activa ou mais alinhada com o benchmark”.

Já a equipa do Santander Acções Europa reforça o uso do Information Ratio porque é “o indicador que melhor mede a consistência nos resultados da gestão de um fundo. Quanto maior é o excesso de retorno do fundo sobre o benchmark em relação à volatilidade desses retornos, maior é a consistência nos resultados obtidos.“ Para José Manuel Badalo o “Information Ratio poderá servir como medida de referência para o sucesso da implementação das nossas estratégias“.

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