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Um gráfico que evidencia uma correlação inquietante que os investidores em ações devem ter muito em conta


Em março de 2009, a Reserva Federal norte-americana começou o seu programa de expansão quantitativa, que se iniciava com o lançamento do Quantitative Esasing 1.  

Menos significativo foi o facto do rally do S&P 500 – que durava já há cinco anos e meio – dar começo no mesmo mês em que a autoridade monetária colocou a funcionar a máquina de imprimir dinheiro. O que – segundo explica Lionel Rayon, gestor do Schroder ISF European Alpha Absolute Return – não parece tão casual é a forte correlação que desde então tem existido entre a evolução do principal índice da bolsa americana e a expansão do balanço da Reserva Federal através dos diferentes programas de flexibilização monetária (Q1, QE 2 e Q3). “É uma verdade incómoda sobre o bull-market que temos vivido durante os últimos seis anos”, assegura o especialista numa recente apresentação.

O gráfico sobre o qual se apoia o gestor da Schroders evidencia até que ponto a evolução do S&P 500 e o balanço da Fed têm andado de mãos dadas desde 2009. Neste sentido, o especialista recordava que, atualmente, o balanço do banco central é de 4,45 biliões de dólares, soma que a Reserva Federal projeta que se mantenha num futuro próximo. “O problema aparecerá quando voltarmos a uma política monetária mais normalizada, que traga o balanço da Reserva Federal a níveis muito inferiores aos atuais”. Quando isto ocorrer, Rayon mostra-se convencido de que vamos assistir a um bear market nos Estados Unidos. Não tem dúvida nenhuma disso. "O problema é que não sabemos quando é que vai acontecer. Talvez suceda dentro de um ano, de dois, de três... Não sei. Mas voltaremos a assistir a um bear market quando os Estados Unidos começarem a normalizar a política monetária". 

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