Um fundo focado na criação de valor e no conhecimento profundo das empresas


Em mais um desafio Funds People da rubrica “Um fundo porque sim”, José Luís Borges, head of institutional portfolios da BPI Gestão de Activos escolheu o Jupiter European Growth gerido por Alexander Darwall.

As razões

Este é um fundo do universo de Acções Europeias que gostamos particularmente e no qual estamos investidos desde Março de 2009, fazendo parte da alocação a fundos terceiros das nossas carteiras. Esta alocação complementa os investimentos da BPI Gestão de Activos, directos ou através de fundos BPI, precisamente na classe de acções europeias.

Selecionámos este fundo porque a equipa de gestão tem uma filosofia de investimento clara e bem definida com a qual nos identificamos. Para além disso, salientamos também a experiência do gestor e o investimento para o longo prazo que ele põe em prática. O produto apresenta uma carteira focada, com cerca de 30 a 40 empresas, sendo a rotação do portfólio reduzida.

Saliente-se também que os esforços de análise são concentrados no conhecimento profundo das empresas, nomeadamente na sua capacidade de gerar cash-flows estáveis. A equipa de gestão procura portanto empresas cujos resultados sejam tão independentes quanto possível da fase do ciclo económico. Desta forma, o gestor elege empresas com forte diferenciação ao nível dos produtos ou serviços, e denota-se a preferência da equipa de gestão por empresas cujo crescimento não dependa maioritariamente de investimento (Capex), tendo antes origem em propriedade intelectual.

Apesar de não ser dada particular importância a factores macroeconómicos de curto/médio prazo, o gestor tenta identificar temas de longo prazo. Alguns temas presentes em carteira são a necessidade crescente de cuidados de saúde e a aplicação das tecnologias digitais, como catalisador da mudança nalgumas indústrias.

Por fim, de destacar que, segundo o gestor, o modelo de governação das empresas é um factor determinante para o investimento, procurando então equipas de gestão com histórico de decisões focadas na criação de valor para o accionista.

Este último ponto, relevado pelo gestor do fundo em relação à equipa de gestão das empresas, é também, afinal, um dos factores preponderantes ao seleccionarmos um gestor: a convicção de que estamos a entregar parte dos activos que gerimos a quem está focado na criação de valor, no longo prazo, para o detentor do capital - o que, no nosso caso, são os nossos clientes institucionais, private e de retalho.

Empresas

Outras notícias relacionadas


O Mais Lido

Próximos eventos