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“Tumulto” nas negociações com a Grécia


O braço de ferro entre Atenas e Bruxelas continua, com a muito aguardada reunião extraordinária do Eurogrupo a revelar-se um fracasso, já que a proposta apresentada pelo Eurogrupo foi rejeitada pela Grécia.

O mercado continua em suspenso com as negociações com a Grécia e os dados macro perdem um pouco de impacto, como se comprova pelo desapontamento gerado pela descida da produção industrial da Zona Euro, que continua a não beneficiar da fraqueza da moeda única nos últimos oito meses.

O Banco da Suécia seguiu a linha de outros bancos centrais e cortou a sua taxa de juro para nível negativo e avança para um programa de Quantitative Easing numa tentativa de impedir uma maior descida da inflação. O impacto real desta medida é questionado por muitos analistas (em particular o seu programa de compras de dívida) já que comparativamente com o programa do BCE, que irá aumentar o seu balanço em 50%, um incremento de 2% no caso do Banco da Suécia parece manifestamente curto. A Suécia junta-se assim à Dinamarca e à Suíça na sua aposta de colocar as taxas em terreno negativo.

As vendas a retalho nos Estados Unidos desceram mais que o previsto (-0.8% MoM vs -0.4% esperado ), como consequência da descida do preço da gasolina e de outros bens de consumo. Exceptuando auto e energia, as vendas subiram 0.2%. 

Depois da subida registada no segundo semestre de 2014 o consumo nos Estados Unidos parece abrandar um pouco, faltando saber qual o impacto da redução do preço da gasolina no número final. A pujança do mercado laboral deverá dar suporte ao consumo nos próximos meses.

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