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Tressis e Haitong Capital renunciam a seguir em frente com a sua operação corporativa


 

No passado mês de agosto, a equipa diretiva de Tressis, juntamente com os seus colaboradoes e agentes da sociedade de valores, chegavam a acordo com os acionistas não executivos para adquirir uma participação maioritária da entidade - em torno dos 55% - através de uma operação MBO (management buy out). A operação iria permitir, além disso, a entrada da Tressis na Haitong Capital, a parte de capital de risco do Haitong Bank no mercado ibérico, que coordenava a operação. Após a assinantura do acordo de compra-venda, a sua formalização estava sujeita à aprovação por parte das autoridades supervisoras de Portugal e Espanha.

Pois bem, a operação não será concluída. Segundo o comunicado emitido pela entidade, o "Banco de Portugal considera que esta operação iria ter impacto na reestruturação em curso do grupo Haitong Bank, motivo pelo qual ambas as parte acordaram não continuar com o acordo".

No que diz respeito à Tressis, assinalam que esta decisão não afeta a sua atividade centrada na consultoria e gestão de patrimónios. Segundo especificam, o acionista Tressis fica como estava antes de operação.

A Tressis gere mais de 3.700 milhões de euros e tem como objetivo consolidar a sua posição no mercado como uma das entidades independentens líderes no sector do assessoramento financeiros e gestão de patrimónios.

 

A operação anunciada no verão passado, fez com que os os executivos fundadores da empresa, José Miguel Maté, Santiago de Rivera e Sonsoles Santamaría, com os outros colaboradores e e agentes da entidade, iriam ter a maioria do controlo.

Segunda operação falhada

No inícios de 2015, a Tressis chegou a acordo com a entidade de Andorra denominada Morabanc, para que essa entidade fica-se com o controlo maioritário de 85% da primeira, por cerca de 43 milhões de euros, o que se supunha que o valor da empresa se fixa-se em 50,5 milhões de euros. No entanto, a Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV), depois de três meses de análises e estudos da operação, não a aprovou, o que atrasou a entrada da Morabanc em Espanha e que obrigou a continuar a ser independente, face à Tressis.

 

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