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“Três mulheres altas”: um retrato de gerações


Três mulheres altas foi escrita pouco tempo após a morte da mãe adotiva do dramaturgo norte-americano Edward Albee e, para a crítica, é talvez a sua peça mais pessoal.

Perversamente engraçada, e dita com uma verdade intransigente, a peça reflete profundamente sobre a vida humana, a partir do olhar de três mulheres de diferentes gerações - uma mulher na juventude, uma mulher de meia idade, e uma mulher próxima da morte.

Enquanto a mulher mais velha medita sobre a sua vida - incluindo o afastamento do seu filho, visto pela crítica como um alter ego do próprio Albee - desenvolve uma clareza de espírito que transcende o seu corpo debilitado.

Ao partilharem as suas esperanças, estas três gerações de mulheres confrontam os seus arrependimentos e pronunciam ressentimentos. Lida como um retrato do complexo relacionamento de Albee com a sua mãe adotiva, Três mulheres altas continua a ser uma das peças sombriamente mais divertidas do dramaturgo.

Os três papéis contam com a interpretação de Catarina Avelar, Inês Castel-Branco, Paula Mora e José Neves.

Hoje a peça está marcada para as 19 horas, e de quinta a sábado às 21 horas. Ao domingo a sessão decorre a partir das 16 horas. 

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