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Três conselhos da PIMCO para avaliar e selecionar estratégias alternativas


O que é um ativo alternativo líquido? Segundo a definição da PIMCO, trata-se de ativos que apresentem uma baixa correlação com as ações e com as obrigações, e que, para além disso são investimentos que estão disponíveis através de veículos acessíveis que oferecem liquidez diária. Na entidade dividem os alternativos em duas grandes categorias: ativos alternativos e estratégias de investimento alternativo. Os ativos alternativos estão pensados para proporcionar diversificação à carteira através da exposição a factores de risco diferentes das ações e das obrigações. Por outro lado, as estratégias alternativas são aquelas que não seguem nenhum índice, pelo que se espera que gerem mais risco, e também retornos superiores através de uma gestão ativa.

Os especialistas da entidade fornecem três considerações que o investidor deve ter em conta na hora de selecionar estratégias alternativas líquidas para a sua carteira. A primeira delas tem a ver com o conhecimento dos distintos perfis de risco: “As caraterísticas do risco variam amplamente entre as diferentes categorias de estratégias e ainda dentro do mesma categoria. Por exemplo, dentro de uma mesma categoria, o risco das ações tem um papel diferente em estratégias long/short, que costumam ter uma exposição positiva a ações, face às estratégias market neutral, que procuram uma exposição líquida zero a ações”.

Também tem de se ter em conta que “o risco pode igualmente variar significativamente entre as gestoras da mesma categoria”, indicam da entidade. Um exemplo claro desta afirmação costumam ser os distintos resultados gerados por gestoras de obrigações, campo onde entram em jogo os vários universos de investimento e a exposição à volatilidade, às taxas de juro e o risco de crédito.

O segundo conselho da entidade consiste em “prestar atenção à dispersão de retornos”. Aqui também entra em jogo a seleção de ativos feita pelos gestores. “Em geral, ao aumentar a prudência dos gestores, também aumenta o potencial para gerar um retorno superior ou inferior ao mercado. Nos alternativos, a dispersão de retornos entre os melhores e os piores gestores da mesma categoria costuma ser muito maior do que nas categorias tradicionais de açõesou  obrigações long only”, explicam os especialistas. Neste contexto, recomenda-se que o gestor selecionado reúna três caraterísticas: track record, um processo de investimento rigoroso e uma robusta gestão do risco.

O terceiro e o último elemento a ter em conta tem que ver com as comissões, mais concretamente com as razões que as fazem variar. “As comissões de estratégias alternativas líquidas podem diferir amplamente entre as diferentes gestoras. Parte da variação pode estar conduzida pela estrutura do fundo. Por exemplo, alguns gestores agregam estratégias de hedge funds de terceiros, o que acrescenta comissões subjacentes aos investidores finais. Por outro lado, outras estruturas que implementem as suas estratégias através de títulos individuais evitam as configurações de múltiplas comissões”, especificam da PIMCO. A sua conclusão é de que “tal como em todos os investimentos, é importante avaliar cuidadosamente a comissão de gestão comparativamente com o valor gerado”.

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