Três anos: dois fundos de obrigações com retorno de dois dígitos


Nos últimos três anos assistimos a diversos acontecimentos que marcaram e vincaram os fundos de investimento em Portugal, nomeadamente os fundos de obrigações. Analisando as rendibilidades dos fundos de obrigações que se enquadram nas três categorias da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (Taxa Indexada Euro, Obrigações Euro e Obrigações Internacionais), verificamos que a média anual das valorizações das cerca de duas dezenas de produtos ronda os 5%.

Entre os fundos de obrigações geridos por entidades nacionais, dois conseguem registar uma rendibilidade anualizada superior a 10%. São eles: o NB Obrigações Europa e ainda o Montepio Taxa Fixa.

O primeiro, gerido por Vasco Teles da GNB Gestão de Ativos, regista uma rendibilidade anualizada de 14,83%. No final de julho tinha mais de 29 milhões de euros em património, com mais de 85% da carteira a estar aplicada em obrigações soberanas de países como Portugal, Itália ou Chipre, entre outros. Este tipo de investimento faz jus ao perfil do produto que, conforme explicou o gestor à Funds People no passado, “é um fundo dedicado a taxa de juro e soberanos zona euro. Pode, por regulamento, entrar noutros activos, nomeadamente dívida empresarial, mas sempre que o fez foi numa proporção marginal, de forma a não alterar substancialmente o perfil mencionado de fundo de governos, que é o que os nossos subscritores procuram”. O fundo está também classificado com o rating quantitativo máximo atribuído pela Morningstar.

Já o fundo da Montepio Gestão de Activos atinge uma rendibilidade anualizada de 10,94% nos últimos três anos. Este produto, cujo património supera os 9 milhões de euros, entrou recentemente na lista dos fundos cinco estrelas de acordo com a análise quantitativa da Morningstar. Os maiores investimentos em carteira são obrigações soberanas de Portugal e Espanha.

Ao contrário destes dois fundos que investem maioritariamente em dívida pública, surge o terceiro mais rentável no período e que se diferencia pela sua aposta em dívida corporate. O NB Renda Mensal alcança, nos últimos três anos, uma rendibilidade anualizada de 6,6%, sendo gerido por Tânia Pinheiro. Com o enfoque para a zona geográfica da Europa, o sector como mais peso na carteira é o financeiro, com a presença de emissões obrigacionistas de instituições como o Morgan Stanley ou Citigroup. Este fundo tinha no final de julho quase 14 milhões de euros em património.

Os fundos de obrigações nos últimos três anos

FundoCategoriaGestoraRendibilidade 3 anos (%)
NB Obrigações EuropaObrigações EuroGNB Gestão de Ativos14,83
Montepio Taxa FixaObrigações EuroMontepio Gestão de Activos10,94
NB Renda MensalTaxa Indexada EuroGNB Gestão de Ativos6,60
BPI Euro Taxa FixaObrigações EuroBPI Gestão de Activos6,09
Caixagest Obrigações Longo PrazoObrigações EuroCaixagest6,07
NB CapitalizaçãoTaxa Indexada EuroGNB Gestão de Ativos5,80
CA RendimentoTaxa Indexada EuroCA Gest5,28
Caixagest ObrigaçõesTaxa Indexada EuroCaixagest4,98
Popular Euro ObrigaçõesObrigações EuroPopular Gestão de Activos4,76
Millennium High Yield Bond SelectionObrigações EuroMillennium Gestão de Activos4,24
Millennium Euro Taxa VariávelTaxa Indexada EuroMillennium Gestão de Activos3,84
Montepio ObrigaçõesTaxa Indexada EuroMontepio Gestão de Activos3,67
Santander Multi Taxa FixaObrigações EuroSantander Asset Management3,27
Caixagest Obrigações MaisObrigações EuroCaixagest3,22
Millennium Rendimento MensalObrigações EuroMillennium Gestão de Activos3,14
Santander MultiCréditoTaxa Indexada EuroSantander Asset Management2,63
Santander MultiObrigaçõesTaxa Indexada EuroSantander Asset Management2,49
BPI Obrigações MundiaisObrigações InternacionaisBPI Gestão de Activos1,73
Postal CapitalizaçãoTaxa Indexada EuroCaixagest1,46
Fonte: APFIPP no final de julho
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