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Três anos: a marca mágica na vida de um novo fundo


Os três primeiros anos são críticos na vida de um novo fundo. Na verdade, segundo um recente estudo sobre tendências de produto elaborado pela entidade de análise MackayWilliams, com dados da Lipper, os novos lançamentos (produtos com menos de três anos de vida) concentram 69% das vendas mas apenas 21% conseguiram alcançar um património gerido entre 100 e 500 milhões de euros, e apenas 8% conseguiram superar a barreira dos 500 milhões de euros em ativos, uma vez superado o terceiro aniversário.

Embora um dos objetivos da indústria de gestão de ativos seja fomentar a poupança a longo prazo, o relatório sublinha a inovação como um dos atributos mais valorizados pelos investidores, de tal forma que os produtos supervendas costumam perder rapidamente esse estatuto. “As gestoras que contam com um produto ganhador, hoje em dia, devem esforçar-se por tirar o máximo partido dele”, explica Chris Chancellor, sócio na Mackay Williams, “mas, ao mesmo tempo, devem antecipar-se à possibilidade de que, para 2018, esse produto já não esteja entre os mais vendidos”.

Por isso, o especialista argumenta que as gestoras de fundos devem resistir à tentação de congelar os seus orçamentos e travar a inovação de produto em momentos de incerteza como aquele que se abriu depois do Brexit: “O desenvolvimento de novos produtos é vital para aquelas entidades que querem proteger o seu potencial de acumulação de património agora e no futuro”, conclui.

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