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Tesouro português lança dívida a cinco anos a 4,657%


Na primeira emissão de dívida a longo prazo desde do passado mês de maio, o Estado português colocou 3,25 mil milhões de euros a uma taxa de juro de 4,657%, tendo a procura atingido 11 mil milhões de euros, segundo o sindicato dos bancários.

Para Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, “Portugal conseguir pagar menos 0,3% no espaço de um mês é bastante positivo. A operação correu com o sucesso esperado. Porventura, esperava uma taxa ligeiramente mais baixa, mais próxima dos 4,6%, mas não podemos negar que são condições bastante mais favoráveis do que a operação de troca de dívida a 5 anos, feita no mês passado”.

“O Estado fez bem em aproveitar este movimento de descida de taxas para satisfazer uma parte significativa das necessidades de financiamento para 2014. Para este ano, em OT, ficam por emitir 4,750 mil milhões dos 10.500 previstos no orçamento (a que subtraímos não só a emissão de hoje como a operação feita em dezembro)”, continua o diretor do Banco Carregosa.

“Contudo, este movimento recente de descida de taxas não é específico de Portugal. Espanha emitiu hoje dívida a 5 anos e pagou  2,382% de juros. Claro que a situação em Espanha nunca foi tão grave como em Portugal. Mas a realidade é só uma: há excesso de liquidez no mercado e os investidores precisam de encontrar boas aplicações  para investir. As alternativas que oferecem boas taxas são escassas  e os investidores viram-se para onde podem retirar algum rendimento, como o caso da dívida portuguesa”, finaliza o especialista.

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