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"Temos um forte e longo compromisso com o mercado português"


A reconhecida empresa de análise, Morningstar, reitera o seu compromisso com Portugal e entregará na próxima segunda-feira, no Hotel Sheraton, os prémios aos melhores fundos e gestoras nacionais e estrangeiras presentes no nosso país. À Funds People, Javier Sáenz de Cenzano falou da sua visão do mercado português da entrega de prémios e respetiva metodologia.

Como analisa a evolução do mercado português de fundos em mais um ano de entrega de prémios?

Relativamente aos fundos portugueses, as subscrições líquidas rondam os mil milhões de euros até à data, ou seja, em apenas quatro meses do ano, o que é muito positivo. Cerca de 75% destas entradas foram em fundos de obrigações e mercado monetário, enquanto o restante foi praticamente em fundos de alocação. Os influxos em fundos de ações foram não foram significativos, correspondendo a menos de 40 milhões das captações líquidas.

Este ano apresentam-se num formato de cerimónia de entrega de prémios um pouco diferente. O que está na base desta alteração?

A alteração do formato tem como objetivo a homogeneização das cerimónias de prémios realizadas pela Morningstar em todo o mundo. Entregamos em prémios em mais de 30 países e até agora Portugal era uma exceção no formato do evento, pelo que pretendemos a partir de agora unificar as nossas políticas globais, começando já na cerimónia da próxima segunda-feira.

Mais de uma década a entregar prémios, como foi a evolução dos critérios de avaliação tanto dos fundos como das sociedades gestoras que são distinguidas?

A metodologia não sofreu alterações comparativamente aos anos anteriores e além disso é igual àquela que aplicamos no resto dos países. Consideramos que se trata de uma metodologia robusta e não vemos motivos para alterá-la. É importante que o mercado conheça e se familiarize com esta metodologia, daí que queiramos ser consistentes ao longo dos anos.

Quais os principais critérios para determinar a consistência e consequentemente premiar um fundo?

A metodologia é essencialmente quantitativa: a metodologia dos prémios realça o período de um ano, embora os fundos também tenham que ter apresentado sólidos retornos devidamente ajustados ao risco a três e cinco anos quando comparados com os seus peers para que lhe seja atribuído um galardão. Além disso, estes produtos devem ter estado pelo menos na primeira metade dos seus respectivos peers groups em pelo menos três dos últimos cinco anos civis. Acreditamos que esta combinação irá garantir que os prémios são concedidos a fundos que conquistaram fortes resultados a um ano, e também têm mostrado capacidade de gerar rentabilidade no longo prazo sem incorrer em riscos indevidos. A acrescentar ainda adoptamos uma perspectiva qualitativa na qual são analisados aspectos como: disponibilidade do fundo a investidores de retalho, sendo excluídas fundos com classes exclusivamente institucionais; é retirado qualquer fundo que não tenha superado em média a sua categoria Morningstar em pelo menos três dos últimos cinco anos; são desconsiderados fundos que não tenham reportado pelo menos quatro carteiras completas à Morningstar; os 10% dos fundos mais pequenos de cada categoria também são igualmente deixados de fora dos prémios.  

E no que refere à metodologia adoptada para os prémios às melhores sociedades gestoras?

A metodologia que usamos para os prémios a gestoras também é consistente em todos os países onde atribuímos galardões. Os prémios a sociedades gestoras baseiam-se na análise a cinco anos do Morningstar Risk-Adjusted Return (MRAR). Observamos o percentil MRAR de cada fundo de cada casa gestora, a fim de chegar a um percentil médio de cada entidade. Dependendo do prémio é necessário um número mínimo de fundos em cada categoria, a fim de ser uma gestora elegível.

O número de categorias às quais se atribuem prémios em Portugal é reduzido. Considera que apesar disso há uma boa representatividade do mercado nacional de fundos?

Certamente que sim. Há que ter em conta que o universo de fundos português é reduzido, falamos aproximadamente de apenas 230 fundos. Os fundos estrangeiros disponíveis à venda em Portugal são mais de nove mil. É, por isso, lógica que existam menos prémios para fundos nacionais.

Alguma vez ponderaram entregar prémios a fundos do mercado monetário ou obrigações curto prazo como é aliás uma categotia premiada entre os fundos estrangeiros distribuídos em Portugal?

A priori, são consideradas todas as categorias onde existem fundos portugueses, mas temos que ter em conta que, no caso de prémios a produtos nacionais, deve existir um número mínimo de fundos a competir numa determinada categoria. Em muitas situações há muito poucos fundos logo não fazia sentido atribuir um prémio ou noutros casos acontece não existir nenhum fundo português, de uma categoria específica, a cumprir todos os requisitos exigidos para a distinção.

Olhando para o futuro, a Morningstar planeia desenvolver algum outro tipo de iniciativa de forma a fomentar ainda mais a relação/presença no mercado português?

Somos muito ativos em Portugal e temos um forte e longo compromisso com o país além de uma pessoa responsável, em termos comerciais, por este mercado - a Mónica Muñoz

 

Confirme aqui a sua presença no jantar/cocktail de entrega de Prémios Mornignstar na próxima segunda-feira, a partir das 19h no Hotel Sheraton Lisboa. 

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