Temas preponderantes no campo dos resgates em novembro


Já na recta final de 2015, começa a denotar-se por parte dos investidores dos três supermercados de fundos internacionais alguma visão estratégica para o ano que aí vem. No mês de novembro os clientes das plataformas saíram, por isso, de fundos de investimento com estratégias muito específicas.

Como já habitual, no Banco Best a saída fez-se dos fundos de tesouraria e de obrigações, “muito conservadores pelo seu baixo retorno, em função das baixas taxas de mercado”,como explica Rui Castro Pacheco, head of asset management. O profissional adianta ainda que por esta altura veem ainda “alguns investidores com resgates pontuais em alguns fundos high yield, mistos ou de ações a fazerem a rotação para fundos com o mesmo tipo de risco e até, por vezes, na mesma categoria na procura por gestores com performances mais consistentes”.

 No caso do BiG, Isabel Soares, gestora de produto, testemunha que “à semelhança das tendências observadas no mês anterior, verificaram-se alguns resgates em produtos com enfoque, em termos geográficos, na Ásia e em mercados ibéricos”. No campo de rendimento fixo acrescenta que “alguns investidores aproveitaram para reduzir a exposição e realizar algumas das mais valias acumuladas nos produtos com enfoque em obrigações convertíveis ao longo dos dois últimos períodos”. Em novembro foi ainda visível “uma redução nos posicionamentos em fundos de obrigações que incorporam nas carteiras estratégias de natureza cambial”.

No ActivoBank, João Graça faz uma menção em específico e fala de saídas do Fidelity European High Yield “com os investidores a anteciparem o pedido de proteção dos credores por parte da Abengoa” e, por outro lado, “outros clientes que reajustaram as suas carteiras saindo da Índia devido ao mau momento generalizado em torno dos mercados emergentes”.

 

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