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Sociedades gestoras de patrimónios administram mais de 2.000 carteiras


Na análise mensal das carteiras das sociedades gestoras de patrimónios realizada pela APFIPP ao seu universo de associadas detecta-se que o valor total gerido por estas entidades ascendia no final de julho a 56,8 mil milhões de euros. Grande parte deste valor (93%) pertence a investidores residentes, ou seja, o património deste tipo de cliente situa-se nos 53,3 mil milhões de euros.

Quanto ao número de carteiras, o total é 2.266, pertencendo 2.045 aos residentes e apenas 221 aos não residentes. Apesar de entre dezembro de 2013 e julho deste ano se verificar uma redução na quantidade de carteiras, o montante sob gestão aumentou. A justificação poderá estar no crescimento dos segmentos de clientes 'outros institucionais residentes', que avançou 72,22%, nos 'institucionais residentes' que cresceram 6,49% e, por último, os 'outros institucionais não residentes' que também investiram mais 11,09%.

Desta forma, o montante total alocado às sociedades gestoras de patrimónios por investidores residentes variou positivamente 4,47% nos sete primeiros meses de 2014. Em sentido contrário e, apesar de uma rubrica dos não residentes ter registado um bom comportamento, os ativos sob gestão destes investidores deslizaram, desde dezembro de 2013, 1,02%.

Por segmento de cliente

Os mesmos dados mostram que a alocação às gestoras de patrimónios por parte dos fundos de investimento, com domicílio fiscal em Portugal, totaliza mais de 93 milhões de euros. Já os fundos de pensões, outro dos segmentos em análise, têm mais de 9 mil milhões de euros aplicados, divididos em 163 carteiras. Os outros institucionais, conforme denominação da APFIPP, somam quase 750 carteiras e mais de 43,5 mil milhões de euros. Por último, os clientes particulares que continuam a dominar no número de carteiras, muito embora o montante sob gestão seja pouco superior aos 500 milhões de euros.

Contrastando com os dados para os investidores residentes, os fundos de investimento com domicílio fiscal fora do nosso país apresentam-se em 32 carteiras, mais 4 que em dezembro de 2013, mas numa importância inferior em cerca de 18% (1,1 mil milhões de euros em julho de 2014).

Também os clientes particulares  e os outros não institucionais, não residentes, seguem a mesma tendência e as suas presenças recuam 7,85% e 26,14% no período em análise, respetivamente.

Fonte: APFIPP a 31 de julho

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