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Sinais dos Bancos Centrais marcam a semana


Os Bancos Centrais continuam a marcar o ritmo dos mercados financeiros, com as reuniões de dezembro a ganharem cada vez maior relevância.

O Banco Central Europeu por um lado, promete avançar com mais medidas, como a ampliação do programa da compra de activos, em tamanho e na diversidade de activos abrangidos, e uma maior penalização nos depósitos dos bancos junto do BCE, a Reserva Federal dos Estados Unidos por outro, surge em sentido inverso, adoptando agora uma linguagem muito mais favorável a uma subida de taxas em dezembro, contrariando assim o mercado que já apontava baterias para uma subida no primeiro trimestre de 2016.

A possibilidade de as taxas de juro se manterem muito baixas na Europa por longo período de tempo em contraciclo com o que acontece nos Estados Unidos, onde as taxas vão começar a subir mais tarde ou mais cedo, está a ter um forte impacto no mercado cambial, com o Euro a perder muito terreno face ao Dólar. A 14 de outubro o Euro/Dolar era cotado perto dos 1.15, neste momento vale 1.0870.

Com os dados macro a revelaram abrandamento, o mercado continua a obter o seu apoio nos bancos centrais, o que irá permitir mais volatilidade mas relativamente controlada. 

 

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