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"Setembro será o mês de todos os acontecimentos" após "mais um verão buliçoso"


Após a reunião do BCE e o sentimento de desilusão e decepção, os "mercados financeiros internacionais recuperam algum optimismo", refere o departamento de estudos económicos e financeiros do BPI. "O modo 'risk-on' regressou, numa aposta no impacto potencial das futuras medidas dos bancos centrais".

Numa caracterização do momento actual destacam o abrandamento da actividade económica, com especial atenção para as principais economias como a China, "que deverá registar o ritmo de expansão mais fraco desde inicio do século (inferior a 8%)"; os EUA, que "estão enclausurados numa trajectória de expansão cujo limite superior parece ser a fasquia dos 2%"; e a União Económica e Monetária (UEM), onde "os últimos indicadores confirmam que os ventos de arrefecimento continuam a alastrar e a afectar as economias mais sólidas".

Para Setembro "antecipa-se a manutenção do quadro de instabilidade e incerteza, não fugindo à norma de aumento da volatilidade nos mercados financeiros no segundo semestre". Volatilidade essa que "tem sido a principal característica do andamento da cotação do euro relativamente ao dólar", refere a análise mensal do BPI. A entidade acrescenta, ainda, que "o euro manter-se-á fraco mas dificilmente será um instrumento de suporte à reanimação na UEM".

Taxas de juro próximas de zero marcam um presente em que se duvida da eficácia das medidas possíveis de implementar tanto pelo BCE ou a Reserva Federal Americana. Quanto aos investidores, segundo o BPI, "mais do que rentabilidade, o factor que preocupa os investidores é a recuperação do investimento" e daí "uma fuga para a qualidade tenderá a manter-se". 

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