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Semana “horribilis” ou apenas correção de mercado?


“Uma semana tumultuosa”. É assim que Russ Koesterich, diretor de estratégias de investimento na BlackRock classifica a semana passada. O período de baixa volatilidade que se iniciou há um par de anos parece ter chegado ao fim. O Dow Jones Industrial Average caiu 0,99% para próximo dos 16,380, enquanto o S&P 5000 Index caiu 1.05% para os 1,886.

Nas estimativas da entidade, ainda que o sentimento do investidor tenha mudado, os fundamentais económicos continuam relativamente estáveis. Assim “isto sugere que a recente pressão vendedora nas ações pode apresentar oportunidades para o investidor de longo-prazo”.

Ainda que as bolsas tenham recuperado algumas das suas perdas na passada sexta-feira, “a semana passada foi muito difícil para os mercados de ações”. Russ Koesterich lembra que a volatilidade negociou ao seu nível mais alto desde dezembro de 2011, enquanto os mercados de ações experienciaram a pior sequência dos últimos anos.

Europa, mas não só

O principal foco de preocupação dos investidores continua a ser a Europa – e principalmente o abrandamento da Alemanha - mas a BlackRock fala de outros factores. “Os investidores continuam preocupados acerca do alcance e das consequências do surto de Ébola”, referem, indicando ainda a o nervoso miudinho dos investidores em relação à inflação, ou melhor, relativamente à falta dela.

No meio de todas estas preocupações, a gestora internacional apresenta alguns sinais de esperança. “As boas notícias é que apesar do recente sell-off, os investidores aparentemente não estão a entrar em pânico”. “Os ETFs globais registaram entradas de dinheiro na ordem dos 10.9 mil milhões de dólares”, dizem. Por outro lado, “os investidores venderam as ações europeias de maior risco, bem como as de mercados emergentes, mas continuaram a comprar títulos do tesouro norte-americano”.  

Para o diretor de estratégias de investimento, “o recente sell-off foi uma correção no meio do ciclo e, por isso, vamos manter a nossa exposição ao mercado de ações globais”. A recente queda das taxas de juro, em conjunto com o declínio das cotações das ações, oferece “um contexto ainda mais atraente para a classe de ativos, providenciando perspetivas de retorno de longo prazo melhores do que para as obrigações”. 

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