Sectores preferidos dos fundos de ações internacionais


A indústria nacional de fundos de investimento é composta por quase 200 produtos, entre os quais estão os doze fundos que investem em ações internacionais. Existem diversos sectores onde cada produto pode investir, embora nas cinco maiores posições se destaquem apenas dez, de acordo com a carteira presente de cada produto presente na plataforma online da Morningstar.

Entre esta dúzia de fundos, existe um segmento que se repete em praticamente todos os portfólios, independentemente da geografia à qual pertence. É ele: o sector financeiro. Inclusivamente, o investimento em empresas financeiras é o mais relevante de seis (BPI África e o BPI Ásia Pacífico da BPI Gestão de Activos; o Caixagest Ações Oriente da Caixagest; o Millennium Global Equities Selection e o Millennium Mercados Emergentes da Millennium Gestão de Activos; e ainda o Montepio Acções Internacionais da Montepio Gestão de Activos) dos onze produtos que apostam neste sector.

Analisando as cotadas que fazem parte da carteira destes fundos,  denota-se que não existem repetições de ‘nomes’ ao nível do investimento efetuado no sector financeiro, pelo menos nas dez posições cimeiras a que o site da Morningstar dá acesso.  Esta diversidade prende-se, sobretudo, com o facto de existir uma enorme disparidade entre regiões de investimento no seio dos produtos em causa. Por exemplo os maiores investimentos que o BPI África efetua no sector materializam-se em dois nomes específicos: Commercial Internacional Bank e no Firstrand. Mesmo em fundos que investem na mesma região, não encontramos repetições no que toca a empresas financeiras. No caso do BPI Ásia Pacífico o maior investimento no sector passa por títulos do BOC Hong Kong Holding, enquanto que no Caixagest Acções Oriente surge o nome do Commonwealth Bank Of Australia e ainda do QBE Insurance Group.

Outros três sectores -  tecnológico, industrial e ainda o de consumo cíclico – “ganham força” em nove dos doze fundos de ações internacionais existentes no mercado português. Estes sectores têm um peso assinalável, por exemplo, no Caixagest Ações Líderes Globais. Gerido pela Caixagest, o fundo é dos mais subscritos no ano (mais de 75 milhões de euros de fluxos) e foi o fundo de ações que maior volume em captações líquidas registou no mês de julho.

Além deste produto, há ainda um outro produto da Caixagest nas mesmas condições. Trata-se do Caixagest Acções Japão. Também da BPI Gestão de Activos encontramos o BPI Ásia Pacífico a investir fortemente nos sectores tecnológico, industrial e de consumo cíclico, situação que acontece igualmente no Millennium Global Equities Selection da Millennium Gestão de Activos. Já da Montepio Gestão de Activos e da GNB Gestão de Ativos são os fundos Montepio Acções Internacionais e o NB Momentum onde existe maior presença destes sectores.

No que toca ao sector tecnológico, pode dizer-se que o investimento nesta temática quase que “obrigatoriamente” passa por aquela que é a empresa com maior capitalização bolsista do mundo: a Apple. Dos seis produtos atrás descritos são três os que partilham investimento nesta empresa norte-americana nas dez maiores posições, já que o seu universo de investimento (razões geográficas) lhes permite ter a cotada em carteira (Millennium Global Equities Selection, NB Momentum e Montepio Acções Internacionais). Os últimos dados da CMVM, referentes ao mês de julho, mostram mesmo que a Apple é a empresa “preferida” dos OICVM nacionais no que toca às ações fora da União Europeia. Os produtos do mercado nacional, no final de julho, investiam cerca de 13,5 milhões de euros no gigante tecnológico.

Nos seis produtos referidos onde os sectores tecnológico, industrial e de consumo cíclico predominam, não existe mais nenhuma empresa que seja “partilhada”, pelo menos nas dez maiores posições em carteira.

O mapa dos sectores mais representativos em carteira

Fonte: Morningstar no final de julho
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