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Sector segurador com resultado líquido de 542 milhões de euros em 2012


O sector segurador português terminou o ano passado com um resultado líquido de 542 milhões de euros, o que compara com um valor de 10,2 milhões no ano anterior, beneficiando sobretudo do bom desempenho dos mercados financeiros.
"Os resultados foram melhores que o esperado", afirmou Pedro Seixas Vale, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), durante a apresentação dos resultados provisórios do sector relativos ao ano passado.
De acordo com os resultados provisórios, apresentados ontem pela associação, em conferência de imprensa, o segmento de dívida foi o que mais contribuiu para a melhoria das contas relacionada com a recuperação dos mercados de capitais, fruto da valorização ao justo valor da grande parte dos activos de investimento em carteira. O saldo de 2012, que "vem acentuar a volatilidade recente dos resultados do sector, muito dependente das oscilações dos mercados", refere a APS, foi ainda suportado por uma operação extraordinária de cedência da carteira de vida risco do Santander Totta.
Quanto ao desempenho dos ramos da actividade seguradora, o Vida, mais sensível às condições dos mercados, foi "o principal motor da performance em 2012". A valorização dos investimentos reflectiu-se também na expansão dos capitais próprios das seguradoras, que aumentaram mais de 1.500 milhões de euros, para 5,2 mil milhões, representando quase 10% do activo total ( 55,2 mil milhões de euros).
Miguel Guimarães, director-geral adjunto da APS, adiantou que a maioria das seguradoras teve resultados positivos em 2012, havendo apenas oito com contas negativas, cenário diferente de 2011.
A associação adiantou ainda que, de acordo com os números provisórios, o sector contribuiu com mais de 330 milhões de euros em impostos, o que corresponde a uma taxa de tributação de 38%, é referido no comunicado de divulgação das contas.
Questionado sobre as perspectivas para este ano, Pedro Seixas Vale, presidente da APS, não prevê resultados ao nível dos agora apresentados. "Não pensamos que 2013 possa ser tão bom. Não acreditamos que o desempenho dos mercados e a valorização dos activos seja semelhante a 2012", nomeadamente na dívida pública. E relembrou que, no ano passado, as melhorias só aconteceram no segundo semestre, com as decisões tomadas pelo BCE e as afirmações de que o euro iria manter-se feitas, nomeadamente, por Mario Draghi, presidente do banco central.
Relativamente aos resultados técnicos, Seixas Vale, considera que 2013 "poderá ser um pouco melhor em algumas áreas".

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