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Sector de escritórios representa mais de um terço dos AuM dos fundos de investimento imobiliário nacionais


O Iberian Real Estate Investment Guide , elaborado pela Cushman & Wakefield em parceira com a Uría Menéndez, analisa o panorama global e atual do investimento imobiliário em Portugal, bem como da indústria de fundos de investimento imobiliário.

Se a crise financeira mundial afetou de forma significativa o mercado imobiliário português, a verdade é que nos últimos anos parece ter vindo a recuperar. Segundo o relatório, esta recuperação está relacionada com a “saída limpa” de Portugal do programa de assistência financeira, sendo que em 2015 o volume de investimento foi de quase 2.000 milhões de euros – um valor recorde. Por outro lado, “o ano de 2017 começou com uma atividade bastante forte”. Relativamente aos sectores, os destaques continuam a ser os sectores de retalho e escritórios. 

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Outro dado igualmente importante é o da preponderância do investimento estrangeiro em Portugal, que, segundo o relatório, desde o ano 2000 representa quase 60% do investimento imobiliário no país, ascendendo a perto de 7.000 milhões de euros. “A maioria do investimento estrangeiro tem sido no sector do retalho – representa 53% do total, ascendendo a cerca de 3.600 milhões de euros – sendo que grande parte desse valor foi investido em centros comerciais de média e grande dimensão”, revela o relatório. Em termos de investimento estrangeiro, os países em destaque são os Estados Unidos e a Alemanha, que juntos representam quase 50% do total.

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Panorama da indústria de fundos imobiliários nacional

Segundo o relatório, no final de janeiro deste ano, existiam mais de 233 fundos de investimento imobiliário abertos e fechados em Portugal, geridos por 28 entidades gestoras, sendo que, no total, eram detidos cerca 10.500 milhões de euros em ativos sob gestão. Relativamente à distribuição por sectores, o sector escritórios representa quase 37% da carteira dos fundos de investimento imobiliário nacionais. Assim, este sector é o mais preponderante, “com uma alocação total de cerca de 2.390 milhões de euros”, revela a publicação.

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O relatório revela, ainda, que existe “uma contração no prémio de risco das yields de investimento imobiliário, desde 2015”, ainda que não considerem que possam existir grandes alterações, em particular devido “por um lado, à melhoria da economia e da confiança empresarial e, por outro, à quantidade de liquidez”.

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O turismo em destaque

“No final de 2016, o alojamento turístico superou os 78.000 quartos num conjunto de cerca de 2130 estabelecimentos, sendo que até 2019 estão previstos 73 novos projetos para hotéis, aumentando o número de oferta de alojamento para 5.600 quartos”, revelam. A importância do turismo para a economia portuguesa é indiscutível, gerando mais de 10% do PIB nacional.

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