Tags: Obrigações | Ações |

“Searching for income”: a busca pela diversificação


Terá chegado ao fim o bull market das obrigações que prevaleceu durante os últimos 30 anos? Atualmente tem-se assistido a um cenário de yields baixas durante os últimos anos e a média de retorno anual para as obrigaçõesinvestment grade foi de 9% nas últimas 3 décadas. Durante os primeiros 5 anos da década de 80, por exemplo, as yields do tesouro norte-americano a 10 anos rondavam os 15%. O seu decréscimo foi-se verificando ao longo dos tempos, tendo no início de 2013 chegado a 2,7%.

Contudo, nos retornos históricos durante os últimos 40 anos, o U.S long-term government apreciou cerca de 9%, sendo que uma parte desse valor foi retorno vindo das obrigações (85%) e da valorização de capital (15%). Já no U.S. Intermediate-term government os valores são similares, com a mudança a dar-se num aumento de 1,3% no retorno obrigacionista e o respetivo decréscimo na apreciação de capital. 

Yields baixas – o que fazer?

Mas atualmente o contexto é de yields  baixas, o que torna difícil alcançarem-se os retornos de antigamente. Qual a melhor estratégia a seguir daqui para a frente?

Na Pioneer Investments acreditamos que apesar das taxas de juro estarem historicamente em níveis baixos, elas terão algum dia de subir. Apesar deste ser um bom cenário para as yields, poderá fazer crescer o risco da taxa de juro. Por fim, as tradicionais arquiteturas já não funcionam e, por isso, há que arranjar soluções diferentes.      

Desta forma, é necessária uma abordagem de investimento consistente. Ao nível das obrigações, a Pioneer acredita que tem de se passar de uma abordagem de poucas fontes de alfa, para mais fontes, fazendo-se preservação de capital, isto é uma maior não-correlação do alfa. Para que isto aconteça a gestora irá aumentar a sua diversificação, e fazer uma maior separação entre o alfa e a estratégia core. Nas ações, a estratégia da Pioneer Investments consiste num maior controlo da volatilidade para que se reduza o risco de queda. No que diz respeito aos multiativos, a diversificação será a chave para bons resultados, porque esta estratégia ajuda na diminuição da volatilidade.

Fontes tradicionais de rendimento a “desvanecerem”

Atualmente as fontes alternativas apresentam yields maiores comparando com as fontes tradicionais, cujo rendimento tem vindo a diminuir. O mercado High Yield bonds apresenta uma yield de 6,23% e a dívida de mercados emergentes, por exemplo, atinge um rendimento de 5,34%. Já nas fontes tradicionais a maior yield aparece no US Investment Grade debt, com 3,28%, seguida da US High dividend equities, que apresenta 3,27%.

Há que ter em conta que o investimento em empresas de qualidade que pagam dividendos, oferecem yields maiores do que as obrigações soberanas ou de dívida corporativa, com melhor qualidade de crédito.

Preservar capital: a prioridade de alguns

Apesar de acreditarmos que se irá assistir a entradas de dinheiro nas ações, achamos que não será a “grande rotação” esperada. Os clientes institucionais, como por exemplo as companhias de seguros continuam a necessitar de retorno fixos. Por isso, acreditamos que vão continuar a investir mais em obrigações de crédito e ativos para além das ações. Nos fundos de pensões, as contribuições definidas necessitam de corresponder aos passivos, portanto vão ficar longe das ações, com base também nos fatores demográficos. Para além disso, o sector de retalho, devido à sua idade jovem, vai continuar à procura de rendimentos para compor as pensões e, por isso, vão procurar a preservação de capital.

Na Pioneer acreditamos que a preservação de capital passa pela importância de fazer gestão de risco, de forma a que se obtenha o máximo retorno com o risco mais baixo. Diversificação é a palavra chave na redução do risco da carteira.

Empresas

Outras notícias relacionadas


Anterior 1
Anterior 1

O Mais Lido

Próximos eventos