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Schroders faz aliança com John Paulson para ampliar a oferta de fundos da sua plataforma GAIA


A Schroders acaba de confirmar a sua aliança estratégica com o guru John Paulson (na foto) através do seu hedge fund Paulson & Co, anunciando que planeia ampliar a gama de produto alternativo presente na sua plataforma GAIA, com a criação de outro fundo gerido externamente (atualmente são distribuídos três na plataforma), o Schroder GAIA Paulson Merger Arbritage. Este fundo no entanto está sujeito à aprovação do regulador, pelo que ainda não há uma data formal confirmada para o lançamento.

Da entidade britânica indicam que este produto se centrará em estratégias de arbitragem de fusões e aquisições, e poderá investir em grandes capitalizadas cotadas, nos EUA, Canadá e Europa Ocidental, implicadas em movimentos corporativos, incluindo liquidações e renegociações de processos de falência. O fundo também poderá investir noutros ativos relacionados com ações e dívida corporativa, procurando sempre qualidade e diferenciais amplos, fixando-se especialmente em acordos complexos, dado que acredita que se podem encontrar mais oportunidades de gerar alfa neste campo.  O fundo não tem nenhum índice de referência, e tem como objectivo gerar um rendimento anualizado líquido, depois de comissões, entre os 8% e os 10%, com uma volatilidade esperada entre os 6% e os 8%.

Segundo aquilo que foi comunicado pela Schoders, será o próprio John Paulson o gestor da nova estratégia, que terá por base a estratégia de fusões e aquisições que a Paulson & Co lançou em 1996 e que atualmente gere 1.700 milhões de dólares, com um retorno anualizado superior a 12% desde a sua criação. Relativamente a este acordo o guru declarou: “esperamos poder oferecer as nossas capacidades de arbitragem de fusões a uma audiência mais ampla através da força da rede de distribuição da Schroder GAIA”.

Eric Bertrand, diretor da plataforma GAIA, sublinhou que “John Paulson conta com um dos maiores e mais bem sucedidos track records da indústria de arbitragem de fusões e aquisições, produzindo fortes retornos ajustados ao risco no seu fundo estrela, que apenas registou dois anos de quedas desde que foi lançado em 1996. “Esta estratégia será do interesse dos investidores que estão a procurar retornos superiores à media, com uma baixa correlação com os mercados internacionais, e de uma maneira que pretende preservar capital”, acrescenta Bertrand. 

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