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Santander vende 50% do seu negócio de custódia no Brasil e em mais dois países


Num comunicado divulgado pelo próprio Banco Santander, a entidade diz ter alcançado um “acordo definitivo”, com a empresa de capital de risco norte-americana Warburg Pincus e com um fundo soberano de Singapura - o Temasek - para vender 50% do seu negócio de custódia no Brasil, México e Espanha. O grupo presidido por Emilio Botín ficará com os restantes 50%.

A operação será levada a cabo através da Finesp Holdings II B.V., uma filial da Warburg Pincus, da qual faz parte o fundo soberano de Singapura, Temasek. O acordo está sujeito às aprovações legais e regulatórias correspondentes, clarifica ainda o comunicado.

A operação pretende valorizar o negócio de custódia do Santander nestes países em 975 milhões de euros. Assim que concluída, a venda vai gerar um lucro líquido para o grupo espanhol de aproximadamente 410 milhões, “que serão destinados a reforçar o balanço”.

Atualmente o Santander conta com 738.000 milhões de euros em ativos sob custódia em Espanha, México e Brasil. A nova empresa, adianta a entidade, “centrar-se-á em reforçar os produtos e serviços que proporciona aos seus clientes, aumentando o investimento na sua plataforma tecnológica e na sua equipa”.

Para Javier Marín, presidente do grupo, “com esta aliança, o Santander aumentará significativamente a sua atividade de custódia, a depositária e a de administração de fundos em mercados nos que já somos fornecedores líderes”.

Neste sentido, de acordo com Daniel Zilberman, CEO da Warburg Pincus, e responsável para a Europa do seu Grupo de Serviços Financeiros, “o mercado de custódia beneficia do crescimento estrutural a longo prazo e apoiaremos a equipa gestora para que acelere as perspetivas de crescimento da empresa e a sua oferta de produtos”.

Há pouco mais de um ano, a gestora de ativos da entidade, a Santander Asset Management, também chegou a um acordo semelhante com dois grupos de capital de risco norte-americanos, entre os quais se encontra, tal como agora, a Warburg Pincus. O outro é o General Atlantic. Adquiriram conjuntamente, através da Sherbrooke Acquisition Corp. SPC, cerca de 50%, da sociedade holding que integra as 11 gestoras que a Santander AM tem nos países nos quais opera – entre as quais se encontra ela mesma – apesar dos 50% restantes se manterem com propriedade do grupo Santander. “A aliança permitirá ao Santander AM melhorar a sua capacidade de competir com as grandes gestoras independentes internacionais, com a vantagem adicional de contar com o conhecimento e experiência nos mercados nos quais o banco está presente”, justificou a empresa espanhola. 

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