Sair de estratégias unidirecionais e menos flexíveis: a rota dos resgates em outubro


Chegado o mês de outubro os clientes das plataformas nacionais que distribuem fundos de investimento estrangeiros tiveram, de certo modo, que repensar a sua estratégia no que toca aos investimentos. A volatilidade nos mercados pode dizer-se que deu uma trégua relativa, e a confiança dos investidores saiu reforçada. Desta forma, os clientes dos três supermercados de fundos voltaram a ser mais adeptos do risco, mas com alguma precaução.

Do Banco Best, Rui Castro Pacheco, head of asset management, indica que no mês, no que toca a resgates, “para além das saídas em fundos de tesouraria, registámos também algumas saídas em fundos com estratégias mais específicas e menos flexíveis em obrigações”.

Isabel Soares, gestora de produto do BiG, indica que no que toca outflows no mês em questão, “não existiram grandes alterações às tendências observadas ao longo dos últimos períodos”. Segundo a profissional, na entidade voltaram a verificar-se “alguns resgates de fundos com enfoque geográfico no mercado asiático”, enquanto que “adicionalmente, alguns investidores optaram também por reduzir a sua exposição a fundos com políticas de investimentos centradas nos mercados ibéricos”.

No caso do ActivoBank, João Graça, indica que no que toca a resgates, se verificou que “alguns clientes mais conservadores que se tinham refugiado em fundos de cash e obrigações governamentais", ganharam "um novo apetite por risco" e regressam "a fundos de investimento com componentes de ações”. Em perfis mais agressivos, por seu turno, “vimos alguns clientes a realizar mais-valias em setores de saúde e biotecnologia”, relata o profissional.

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