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Saída limpa: “o anúncio não foi surpresa”


Saída “à irlandesa” - leia-se  limpa - ou o recurso a um programa cautelar? Era esta a dúvida em cima da mesa até ontem à noite, pela hora do jantar. Depois de na sexta-feira passada a Troika ter dito “adeus” ao país, revelando o derradeiro desfecho da 12ª e última avaliação a Portugal, dia 4 de maio foi a vez do primeiro ministro português dar a conhecer qual a forma de saída do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro.

"O Governo decidiu hoje em Conselho de Ministros que sairemos do programa de assistência sem recorrer a qualquer programa cautelar", começou ontem em conferência de imprensa Pedro Passos Coelho, acrescentando que esta “é a escolha certa na altura certa” e “a escolha que melhor defende o interesse de Portugal e dos portugueses” .

Raul Marques, presidente da Banif Gestão de Activos, reforça que "embora este momento tenha um carácter simbólico relevante, o anúncio do primeiro-ministro não foi surpresa e, em vários aspectos, o caminho que continuará a ser percorrido vai ser idêntico, com ênfase na disciplina orçamental e no equilíbrio das contas com o exterior”. Também o próprio Primeiro-ministro frisou uma perspectiva semelhante, evidenciando um “longo caminho a percorrer” no futuro. 

Uma ressalva é no entanto feita por Raul Marques, que acredita que “daqui em diante um ênfase reforçado será colocado no crescimento económico, na melhoria das condições de financiamento das empresas e no emprego e sustentabilidade social”.

Assim, “o crescimento económico vai ser decisivo para assegurar a diminuição do desemprego, a redução dos défices orçamentais e a sustentabilidade da dívida pública a longo prazo", conclui o especialista. 

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