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Riqueza nacional: em que aplicações ganha forma?


Na fotografia que o Credit Suisse traça sobre a evolução da riqueza em termos globais, a instituição financeira faz questão de sublinhar a importância deste tópico na percepção de nuances como as implicações no consumo, nas poupanças e ainda na alocação de ativos.

A alocação de ativos é justamente um dos temas a que a instituição suíça dedica tempo no seu sexto Global Wealth Report lançado recentemente. A este nível, uma das conclusões essenciais da edição passa pela percepção de que  “à medida que os países se vão desenvolvendo – e vão fazendo a transição para uma economia de mercado – a importância dos ativos não financeiros tende a diminuir”. Expoente máximo desta conclusão é, claro, o caso chinês, já que em 2010 a “percentagem de alocação da riqueza a ativos financeiros era de 50%”, tendo crescido para 52% em 2015. Nos países por si só mais abastados – como é o caso dos EUA – os ativos financeiros, normalmente, perfazem mais de metade da riqueza das famílias.

O mercado português, em 2015, é sintomático das conclusões referidas. No Global Wealth Report indicam que a riqueza por adulto está dividida “meias a meias” entre ativos financeiros e não financeiros, ficando reservada uma pequena parte para a dívida. Aproximadamente 47,5 mil dólares de riqueza por adulto encontram-se alocados a ativos financeiros, ao passo que cerca de outros 47,5 mil dólares são destinados aos ativos não financeiros. Em dívida, por outro lado, estão repartidos 22,1 mil dólares da riqueza por adulto nacional.          

O conservadorismo português

Destrinçando a componente relativa apenas aos ativos financeiros, outras tendências vêm ao de cima sobre a aplicação da riqueza em Portugal. No final de 2014, no nosso país a maior ‘fatia’ de riqueza financeira bruta estava no que o Credit Suisse apelida de “ativos líquidos”, onde se incluem os investimentos em instrumentos de liquidez como depósitos. Essa percentagem atingiu os 42,3% no final do ano passado, e tem vindo a crescer sucessivamente desde 2009.

Os dados da instituição financeira mostram que 32,2% da riqueza financeira bruta estava em “outros ativos financeiros” no término de 2014, enquanto que a restante fatia, de 25,5%, se destinava às ações.

Estes são valores que colocam Portugal – mas também outros 11 países – fora da média de nações analisadas. Do Credit Suisse indicam que o nosso país “está acima da média de alocação em ações”, e “abaixo da média no investimento noutros ativos financeiros”, o que se justifica pelo facto de Portugal, tal como a Bélgica, Finlândia ou Espanha, serem “economias em transição”.

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