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Retrospectiva do ano de 2012 – O segundo trimeste


A maior aversão ao risco ficou a dever-se principalmente à evolução económica e financeira na Zona Euro, com um aumento das yields espanholas e italianas para níveis próximos dos que obrigaram Portugal e Grécia a solicitar ajuda aos seus parceiros europeus.

A aversão ao risco foi a nota dominante do mês de Maio, tendo sido caracterizado pela incerteza do ponto de vista político-económico e pelo aumento do stress ao nível do sistema financeiro europeu. A nível económico foi visível uma deterioração da maioria dos indicadores avançados em praticamente todos os blocos económicos. Do ponto de vista político, apesar de alguns esforços dos líderes europeus, não houve grandes avanços na implementação de políticas mais favoráveis ao crescimento económico. O projecto das Eurobonds, desejadas por alguns países, continuou a ter a forte oposição da Alemanha e a possibilidade de um mecanismo comum que protegesse o sistema financeiro europeu também ainda era apenas uma ideia. O risco de contágio atingiu um novo extremo, com o impasse das eleições gregas e com as yields espanholas a efectuarem novos máximos, com o mercado a começar a descontar a possibilidade da Grécia sair da Zona Euro e/ou da Espanha necessitar de pedir ajuda formal à Troika.

O mês de Junho foi positivo para as classes de activos de maior risco, embora a volatilidade tenha sido a nota dominante, com o estado de espírito dos investidores a oscilar entre a degradação óbvia da actividade económica e a pouca intervenção dos bancos centrais, e os desenvolvimentos positivos em torno da crise da dívida periférica, que teve como principais eventos ao longo do mês, o pedido de ajuda formal de Espanha para o seu sistema financeiro, que poderia ir até aos 100€M, embora as auditorias efectuadas indicassem que no pior cenário a banca espanhola necessitaria de cerca de 60€MM; o desfecho da saga das eleições gregas, tendo-se finalmente um governo, de coligação, favorável aos compromissos assumidos com a Troika e que culminou na Cimeira Europeia de 28 e 29 de Junho, onde foram anunciadas novas medidas para promover a estabilidade financeira e económica na região. Ainda na Zona Euro, o Chipre tornou-se o quarto país a necessitar de ser intervencionado pela Troika.

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