Resgates em outubro: resquícios das saídas de grandes gestores e instabilidade do mercado


Setembro tomou de assalto o mundo da gestão de ativos, com gestores de renome a protagonizarem saídas mediáticas das entidades onde fizeram história. Por esse motivo, no nono mês do ano as plataformas nacionais que distribuem fundos estrangeiros observaram resgates de produtos motivados por essa avalanche de acontecimentos.

Outubro, de alguma forma, não foi um mês mais calmo em comparação com o anterior. “Volatilidade” foi a palavra de ordem e, por isso, os fundos mais resgatados nas plataformas foram reflexo dessa instabilidade do mercado.

Rui Castro Pacheco, head of asset management do Banco Best, por um lado faz referência “às já habituais saídas em fundos de tesouraria e obrigações mais conservadoras, devidos às taxas de juro muito baixas”. Por outro, refere que existiram alguns resgates “em fundos de obrigações High Yield, já que este mercado tem estado um pouco mais volátil do que vinha acontecendo desde o início do ano”

Do lado do BiG, também Isabel Soares, gestora de produto, nomeia a volatilidade como um factor que influenciou os resgates no mês passado. “À semelhança daquilo que tendencialmente se observa em momentos de elevada volatilidade nos mercados, os movimentos de outflow incidiram sobretudo sobre investimentos mais direccionais (nomeadamente fundos com enfoque sectorial ou com maior incidência a áreas geográficas tradicionalmente mais arriscadas)”, resume.

Do Activobank, por seu lado, foram vários os motivos que guiaram a saída de fundos. João Graça refere que se “por um lado a saída de Bill Gross da Pimco ainda se fez sentir e de Firmino Morgado da Fidelity (Fidelity Iberia)”, por outro assistiram “à tomada de algumas mais-valias acumuladas em alguns fundos de ações ligados à Europa”. 

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