Rendibilidades de novembro afastam-se da Europa


O mês de novembro não foi significado de grandes rendibilidades entre os fundos de investimento em Portugal, embora grande parte tenha tido resultado positivo no período. De acordo com os dados disponibilizados pela Morningstar, através da sua plataforma online, a média da rendibilidade dos fundos de investimento portugueses no décimo primeiro mês do ano foi de praticamente 1%.

Top 10 com o foco longe da Europa

Dos produtos que compõem o mercado nacional de fundos de investimento, os mais rentáveis do mês passado investem bem longe da Europa. A liderar o mês, tal como aconteceu em abril, vem o BPI Brasil Valor, da BPI Gestão de Activos. A rendibilidade deste produto, em novembro, foi de 9,37%, tendo aproveitado da melhor forma a subida do euro face ao real brasileiro. O MSCI Brazil valorizou 1,19% no mesmo período. No último dia de outubro o seu património ascendia a 1,28 milhões de euros, com o maior investimento em carteira a ir para o Itausa Investimentos, seguido da JBS e da BB Seguridade Participações.

Na casa dos 9% de retorno surge mais um produto. Trata-se de um habituée dos rankings de rendibilidades ao longo dos últimos meses. É ele: o Caixagest Acções Japão, da Caixagest, com uma valorização de 9,03%. O seu património é superior a 18 milhões de euros e entre as maiores posições do portfólio estão empresas como a Mitsubishi, Sony e Yamaha. No mês de novembro o MSCI Japan subiu, em euros, 3,51%, “empurrando” positivamente as rendibilidades dos fundos que o seguem.

A fechar o top3 voltamos novamente ao Brasil, com o BPI Brasil. Também da BPI Gestão de Activos, o fundo consegue ter uma evolução de 8,13% no mês de novembro. No final de outubro geria mais de 25 milhões de euros, com os maiores investimentos em carteira a irem para dívida pública e corporativa do país, além de ações da cotada Cia Transmissão de Energia Eléctrica.

América do norte também dá o ar da sua graça

Os dois produtos que completam os cinco mais rentáveis do mês passado investem no mercado norte-americano. São eles: o NB Ações América e o BPI América cotado em euros.

O primeiro é gerido por Bruno Santos da GNB Gestão de Activos e regista uma rendibilidade de 5,44%. No final de novembro geria mais de 4 milhões de euros em património, com os maiores investimentos no final de outubro a irem para a Apple, a Nike e a “nova” dona da Google, a Alphabet.

Já o produto da BPI Gestão de Activos é da responsabilidade de José Caras-Altas Badalo e atinge uma rendibilidade de 4,53%. Foi o produto mais rentável do ano passado, tendo estado em destaque na primeira revista Funds People de 2015, onde o gestor afirmava que “o facto de estarmos fisicamente afastados do mercado onde investimos não é encarado como uma desvantagem, já que nos levou a seguir uma abordagem menos convencional na gestão da carteira.”

Os 20 produtos mais rentáveis no mês de novembro

FundoGestoraRendibilidade novembro (%)
BPI Brasil ValorBPI Gestão de Activos9,367
Caixagest Acções JapãoCaixagest9,028
BPI BrasilBPI Gestão de Activos8,133
NB Ações AméricaGNB Gestão de Ativos5,437
BPI América DBPI Gestão de Activos4,533
NB MomentumGNB Gestão de Ativos4,500
NB BrasilGNB Gestão de Ativos4,185
Caixagest Acções EUACaixagest4,180
Caixagest Acções OrienteCaixagest3,986
BPI Ásia PacíficoBPI Gestão de Activos3,922
Caixagest Acções EmergentesCaixagest3,875
IMGA Acções AméricaIM Gestão Activos3,660
IMGA Mercados EmergentesIM Gestão Activos3,508
BPI América EBPI Gestão de Activos3,375
NB Plano DinâmicoGNB Gestão de Ativos3,279
IMGA Global Equities SelectionIM Gestão Activos3,117
NB Ações EuropaGNB Gestão de Ativos3,103
Caixagest Postal AcçõesCaixagest3,017
Santander Acções AméricaSantander Asset Management2,945
BPI EuropaBPI Gestão de Activos2,938
Fonte: Morningstar no final de novembro
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