Redução dos preços do petróleo: quem ganha e quem perde?


Os preços do petróleo têm nas últimas semanas sido alvo de atenções, depois da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), se recusaram a cortar a produção em resposta à queda dos preços. No último Marketexpress que o ING Investment Management lança, é referido que apesar “dos países exportadores de crude, e das empresas cujas operações estão ligadas a esta indústria do petróleo, poderem sofrer com o declínio dos preços, em termos globais, no entanto, a queda parece positiva para a economia global”.

A maioria dos países que constituem o OPEP, cujos balanços foram atingidos pelo declínio do crude nos últimos 5 meses, pediam uma redução na produção diária com a meta de 30 milhões de barris por dia, como forma de sustentar o preço. “Eles foram travados por um grupo de dissidentes liderados pela Arábia Saudita, que é de longe o maior produtor da OPEC”, lembram.

“Limiar de dor” dos produtores de gás de xisto

Do ING indicam que, por esta altura, os mercados podem testar qual o ponto de ruptura dos produtores americanos de gás de xisto. “A OPEP, ou pelo menos a Arábia Saudita, tem fé de que muitos dos produtores norte-americanos não serão capazes de ter lucro, e serão forçados a abandonar o mercado. Contudo, por enquanto, os preços do petróleo podem ter que continuar a cair para atingir o chamado “limiar de dor” que precede à tomada de medidas mais drásticas”.

Consequências para os exportadores

Num dos pratos da balança daqueles que podem sair prejudicados com a queda dos preços do petróleo, estão os Mercados Emergentes, e especificamente a dívida soberana denominada em moeda forte desses países. “Os exportadores de petróleo têm uma grande percentagem do EMD HC Index comparativamente com os importadores”, dizem da entidade, que perante este cenário está a reduzir a exposição a dívida de mercados emergentes denominada em moeda forte, e a subponderar o high yield norte-americano. Justificam que “uma maior queda dos preços do petróleo pode conduzir a algum perigo para os produtores de gás de xisto na América, o que configura um risco para o high yield do país”.

A estratégia seguida na alocação

Ao nível das ações, o ING reduziu a sua exposição ao sector energético para ‘underweight’. Apesar das avaliações atrativas na energia, entendem que “é difícil imaginar este sector a ter um melhor desempenho quando os preços do petróleo caírem mais. Os preços mais baratos podem ajudar a aumentar os rendimentos disponíveis e, por outro lado, melhorar o sentimento do consumidor e os gastos”. Por isso, a gestora aumentou o peso no sector do consumo discricionário para ‘medium overweight’.

2015...

Já com previsões para o próximo ano, o ING antecipa que em 2015 existirá um melhor  desempenho dos ativos de maior risco. Ainda assim, “nas últimas semanas de 2014, preferimos estar ligeiramente mais prudentes na nossa alocação”. 

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