Reconquistar investidores de retalho e internacionais são foco do IGCP


"A aposta do IGCP para os próximos anos é voltar a reganhar a confinaça dos investidores internacionais e voltar a ter investidores não residentes privados na nossa dívida", afirmou o presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, João Moreira Rato, na intervenção no Forum de Bolsa, organizado pela NYSE Euronext Lisbon, e que teve lugar sexta e sábado, no Porto.

Quanto ao segmento de retalho sublinhou a saída acentuada de investidores a que se tem assitistido ao longo dos últimos anos, e "que teve muito a ver com os certificados de aforro, com o facto de as taxas terem caído significativamente". Como exemplo referiu que, em Dezembro de 2006, havia 17 mil milhões de euros aplicados neste produto, um valor que se situava, em Agosto deste ano, em 9,2 mil milhões.

"A reversão desta tendência no retalho é uma das nossas apostas", afirmou. "Tencionamos numa próxima fase lançar uma gama de produtos nova e diversificada", acrescentou.
Atentos ao sucesso que a colocação de obrigações de empresas no retalho tem tido, o presidente do IGCP referiu que está a ser pensado fazer algo com caractetrístcas semelhantes, até porque países como Irlanda, que já dispõe desse tipo de oferta. "Estamos neste momento a estudar esse assunto", afirmou, adiantando que entre as possibilidades está uma parceria com a Euronext e com os 'primary dealers'. "Acho que ainda há muito valor nas OT's [obrigações do Tesouro] e que esse valor deveria ser partilhado por todos, incluindo os aforradores domésticos".

João Moreira Rato disse, questionado pela audiência, que a Agência pretende "dar atenção acrescida ao retalho entre o final deste ano e o início do próximo" e que está a ser pensado, para o segundo trimestre do próximo ano, avançar com uma emissão para este segmento, sem detalhar, nomeadamente, através de que tipo de produto virá a ser feita.

Além da atracção de novos investidores, o objectivo passa também por "fidelizar os investidores que ainda estão nos certificados de aforro, que, os que se mantiveram, com taxas baixas, sejam recompensados", salientou João Moreira Rato.

"Tencionamos captar poupanças domésticas para a República", adiantou, explicando que o primeiro passo nesse sentido já foi dado, com a melhoria das condições oferecidas nos certificados de aforro, que passou pelo aumento das remunerações oferecidas nas séries B e C.

Outro passo, "para simplificar a oferta", foi eliminar os certificados do Tesouro (CT) - cuja subscrições passou a estar suspensa a 1 de Setembro, dado o "reduzido sucesso do produto".

Ao nível da oferta para o segmento institucional, há intenção de alargar as maturidades dos bilhetes do Tesouro (BT) e de "continuar a utilizar a de 18 meses" - a máxima possível - cujo "grande vantagem é que os leva para lá do fim do programa da troika". Desde que faça sentido no âmbito da estratégia, o IGCP também continuar a recorrer a programas de MTN.

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