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Recomendações de venda são menos mas têm maior impacto no mercado


"Verificou-se o enviesamento das recomendações no sentido da compra, que representaram 54,0% do total das recomendações emitidas (sobre títulos para os quais a CMVM é a autoridade competente),  ao passo que as recomendações de venda totalizaram apenas a 15,7%", refere a entidade de supervisão, acrescentando que o mesmo já tinha sido verificado em edições anteriores deste relatório.

Apesar desta diferença ainda ser grande houve no período em análise (1 de Outubro de 2010 a 30 de Setembro de 2011) uma aumento das recomendações de 'vender' (em 1,7 pontos percentuais) e uma redução da proporção das de 'comprar' (em 3,7 pontos percentuais). 

A CMVM salienta que, ao longo do período analisado, houve uma redução da diferença entre o peso das recomendações, tendo esse desequilíbrio sido mais notório no último trimestre de 2010 e o máximo atingido em Março de 2011. "No terceiro trimestre de 2011 verificou-se uma redução expressiva da diferença entre o peso das recomendações de compra e de venda (em Setembro de 2011, a diferença foi de 21,3 pontos percentuais)", evolução que, sublinha a CMVM, "acompanha os receios quanto à situação económica do país, que se agravou fortemente no final do segundo trimestre de 2011, com o pedido de auxílio financeiro de Portugal às instituições internacionais".

Quanto ao impacto das recomendações de investimento nas cotações, o relatório concluiu que existe um "maior impacto das recomendações de venda nas  cotações por comparação com as recomendações de compra", sendo que o efeito provocado por estas "aparenta ser residual". Notal foram objectivo de estudo 672 relatórios de análise.

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