Receios dos investidores marcaram o caminho dos resgates em fevereiro


Tal como aconteceu ao nível dos fundos mais subscritos em fevereiro, também no que diz respeito aos resgates as três plataformas portuguesas que disponibilizam fundos estrangeiros enumeram diversas razões que justificam as saídas de vários tipos de produto. Muito embora os investidores continuem avessos aos fundos mais conservadores, que inevitavelmente oferecem retornos menos atrativos, as entidades dão ainda conta de justificações mais específicas.

No ActivoBank, por exemplo, os resgates aconteceram “numa clara aposta na concretização de mais-valias, particularmente nos fundos ligados à Zona Euro e Estados Unidos”, refere João Graça, da entidade. Para além disso, diz, “alguns investidores encerraram a sua exposição ao mercado Suíço na sequência das dificuldades económicas que o país tem sentido com a valorização do CHF”. Relativamente ao fundo de mercados emergentes mais resgatado “foi alvo de resgates por parte de investidores que preferiram a aposta em apenas alguns mercados como o indiano ou indonésio”.

Do Banco BiG, Isabel Soares começa por fazer uma ressalva: “Ainda que muitos investidores continuem a favorecer investimentos com exposição ao segmento accionista em detrimento de outras classes de activos, é notória uma reestruturação desta alocação”. A gestora de produto da entidade indica por isso que  por alguns índices accionistas estarem a negociar em máximos existe alguma “preocupação em construir carteiras mais robustas e equilibradas para eventuais cenários de volatilidade elevada”. 

O Banco ressalva que o maior fluxo em termos de outflows tem sido, por isso, registado em fundos com estratégias mais agressivas e direccionais (com muitos dos clientes a resgatarem para encaixar algumas mais valias acumuladas), que têm vindo gradualmente a ser substituídos por produtos  com  estratégias de valor relativo ou focados em empresas “pagadoras” de dividendos, por exemplo”. No âmbito do rendimento fixo verificaram-se também “alguns resgates em produtos com exposição a dívida emergente (em moeda local)”.

Sem grandes novidades, no caso do Banco Best, Rui Castro Pacheco, head of asset management, relata que, mais uma vez, em fevereiro, “se registaram as maiores saídas em fundos de tesouraria e em menor escala em fundos de obrigações High Yield”.

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