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“Radiografia de um nevoeiro imperturbável”, para ver no Teatro D. Maria II


Esta Radiografia que Daniel Gorjão propõe na sala-estúdio do Teatro Nacional é uma leitura de Príncipe Bão, peça do “esquecido” dramaturgo Fernando Augusto, sobre D. Sebastião e o “sebastianismo”. Ou seja, sobre um Portugal do século XVI que às vezes se parece com este que vivemos, o do século XXI.

No Príncipe Bão, há um rei que não quer o poder. Há um rei que encena a virilidade e a coragem perante Deus, o clero, a nobreza e o seu povo. Encena, porque o rei quer amar. Amar o camareiro Luís da Silva. Parte para África para combater os mouros e morre. Ou, inventa a morte para se libertar. Quem sabe? Depois vem a mitificação. Um dia, regressará, numa manhã de nevoeiro, para resgatar o seu povo ao jugo dos traidores e dos invasores. O sentimento de orfandade instala-se enquanto a espera se prolonga…

A peça pode ser vista quarta às 19h15, quinta e sábado às 21h15 e domingo às 16h15, no Teatro D. Maria II. 

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