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‘Quiz 1’ aos gestores de fundos de ações nacionais: como controlar a situação?


- De que forma prepararam a carteira do vosso fundo de ações nacionais (Invest AR Médias Empresas Portugal) para este novo ano?

A carteira encontra-se presentemente centrada em dois principais temas: i) recuperação da procura interna, com títulos como a Sonae SGPS e o BCP; ii) depreciação do EUR face ao USD, com títulos como a Altri, Portucel e Corticeira Amorim, por exemplo.

- Quais os principais receios que têm em relação ao PSI 20 neste momento?

Os principais receios em relação ao PSI-20 prendem-se, de uma forma geral, com a desaceleração da economia mundial, em particular da economia europeia, devido ao abrandamento da China e outros países emergentes. Seria pouco provável que num cenário de abrandamento económico mundial, o mercado nacional conseguisse fazer muito melhor do que os congéneres. Mais especificamente no mercado nacional, nestes momentos de maior volatilidade preocupa-me sobretudo a falta de liquidez do mercado, que poderá exacerbar ainda mais as quedas.

- Quais as principais esperanças/ oportunidades que veem no PSI-20?

O cenário macroeconómico dos principais organismos internacionais (eg FMI, OCDE e CE) aponta para uma ligeira aceleração da economia mundial, em 2016. Assim sendo, as acções europeias poderão registar um ano positivo e, considerando que as avaliações das empresas nacionais se encontram em níveis atractivos, o PSI-20 poderá ser um outperformer.

- Como se reage a quedas para mínimos como as que aconteceram nos últimos dias?

Com calma, tendo em consideração que períodos de maior volatilidade são normais. De qualquer forma, tentamos controlar o beta da carteira e, simultaneamente, reforçar algumas posições mais atingidas e que consideramos subavaliadas.

- George Soros comparou o quadro atual à crise de 2008, o Royal Bank of Scotland aconselha os investidores a venderem todas as posições, a SocGen diz que o S&P 500 pode afundar 75%... Como se gere fazendo "ouvidos moucos" a este tipo de noticias?

Relativizando. Por cada opinião catastrófica também se encontram várias opiniões optimistas (em Dezembro só me lembro de ler Outlooks positivos para acções…). Temos as nossas ferramentas de análise e procuramos formular uma opinião própria.

 

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