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Queda das ‘yields’ é mais um passo no regresso a emissões de longo prazo


O resultado do primeiro leilão de dívida do ano feito por Portugal, com queda das ‘yields’ e elevada procura, foi bem recebido pelo mercado, que acredita que este é mais um passo no caminho de regresso do país às emissões de obrigações.

“As ‘yields’ mais baixas representam boas notícias para Portugal e correspondem a mais um passo na direcção da emissão de longo prazo”, refere Albino Oliveira, do grupo Patris, à Funds People Portugal. Ainda assim, sublinha, “não se podem necessariamente retirar conclusões sobre o aumento significativo da probabilidade de o país conseguir voltar aos mercados em Setembro deste ano”.

No mesmo sentido, Diogo Serras Lopes, director de investimentos do Banco Best, salienta o interesse demonstrado em particular no aumento da procura pela emissão a 18 meses – que correspondeu a 2,7 vezes a oferta -; algo que, afirma, “pode funcionar como um sinal de reforço à hipótese veiculada ultimamente, que o IGCP estaria a preparar um regresso aos mercados primários com emissões mais longas, mais cedo que o previsto”.

Além da maturidade a ano e meio, da qual foram colocados mil milhões de euros em bilhetes do Tesouro (BTs) com uma taxa de 1,96% (face a 2,99% em Novembro de 2012), o IGCP realizou ainda leilões de BTs a três meses – foram colocados 300 milhões de euros a uma taxa de 0,667% (1,936% em Novembro) e com a procura a superar em 3,7 vezes a oferta -, e a 12 meses – tendo sido colocados 1,2 mil milhões de euros a uma taxa de 1,609% (2,1% em Outubro) e com a procurar a superar em 2,3 vezes a oferta.

Este recuo das ‘yields’ verificada em todos os prazos “é sempre positivo, porque alivia os custos da dívida” e “está em linha com o que se tem verificado ao longo dos últimos meses para a dívida portuguesa, o que podemos associar a uma descida na percepção do risco”, refere Filipe Silva, director de Gestão de Activos no Banco Carregosa.

Tanto Albino Oliveira como Diogo Serras Lopes destacam também o facto de esta queda estar em consonância com a evolução das taxas de juro portuguesas, e de outros países periféricos, em mercado secundário, onde a descida já tem sido visível ao longo dos últimos meses.

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