Quatro temas de investimento que a Schroders não vai descurar em 2015


O novo ano já começou mas, ainda assim, esta é conhecida por ser uma época de balanços feitos de forma a melhorar o que está para vir. Nesta perspetiva, da Schroders, no seu último “Economic and Strategy Viewpoint”, Keith Wade, economista-chefe, Azad Zangana, economista sénior para a Europa e Craig Botham, economista para os Mercados Emergentes, indicam algumas das lições a tirar do ano que fica para trás, apontando temas chave para o futuro próximo.

Falam por exemplo da necessidade de estar bem viva a ideia de que o risco geopolítico existe e tem de ser considerado. “A geopolítica pode não agir apenas como um risco negativo para os mercados a nível individual, podendo rapidamente espalhar-se a nível global e prejudicar os ativos de risco”, escrevem. Outro dos avisos a reter, passa por lembrar que “as obrigações governamentais não são imunes às leis da oferta e da procura”, porque “apesar das yields das obrigações soberanas normalmente refletirem um apetite geral por risco, 2014 demonstrou que, tal como qualquer ativo, quando a oferta é restrita e a procura é grande, o preço irá subir”.

4 temas a considerar em 2015

Tendo em conta os eventos que marcaram 2014, os três especialistas fazem ainda questão de apontar pontos chave que vão marcar 2015.

1. O “boom” deflacionário

Na opinião da Schroders apesar da baixa inflação poder dar aos bancos centrais uma  pausa na política das taxas, as yields poderão subir, especialmente se o desemprego cair a um nível mais rápido do que o fortalecimento do crescimento. Neste contexto, a entidade espera que as ações possam beneficiar de fortes ganhos.

2. Ciclo dessincronizado

“Pode uma economia irromper e destacar-se quando as outras ainda estão a marcar passo?”. Esta é uma das questões que colocam por causa dos diferentes estádios vividos pelas economias, com os EUA a serem líderes no crescimento. A resposta da Schroders é “sim”. Acreditam que o fortalecimento do mercado doméstico norte-americano irá superar as preocupações e manter a Fed no trilho do endurecimento da política monetária. A maior preocupação, entendem, é que esta divergência “empurre o dólar para um nível de tal forma elevado que, faça com que a Fed tenha uma reação similar a 1998”.

3. Japão: a vencer a guerra cambial

“Embora no país a política Abenomics já exista há algum tempo e pareça ter vindo para ficar durante mais cerca de quatro anos com a reeleição de Abe, todo este cenário parece ainda não estar refletido nos preços”, consideram. Ainda que o cepticismo à volta da política das três flechas seja grande, da gestora acreditam que “se a última queda do iene tiver efeito, a moeda poderá brevemente surpreender os mercados com um forte crescimento”.

4. De volta à década de 1990

No final dos anos 90 o dólar fortaleceu-se paralelamente ao mercado de ações, com os investidores internacionais a “despejarem” dinheiro nas ações de empresas tecnológicas americanas. O resultado, relembram, foi a bolha tecnológica, “alimentada pela política acomodatícia da Fed liderada por Alan Greenspan”. Referem que, por essa altura, embora a economia estivesse robusta, a Fed deixou-se influenciar por factores externos. Avisam: “o mesmo pode acontecer de novo atualmente, com o estado cada vez mais precário da Rússia ou com a queda dos preços do petróleo”.

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