Quatro grandes tendências de investimento e as propostas da UBS Global AM para tirar partido de cada uma delas


Num contexto de mercado tão complicado como o atual, identificar tendências que podem acrescentar valor e combiná-las com instrumentos concretos de investimento com os quais exprimir a máxima rentabilidade não é uma opção, mas sim uma necessidade para muitos investidores. Por isso, o estratega senior de ações da UBS Global AM explica quatro tendências de investimento, que, na opinião da entidade estão atualmente a dominar os mercados de ações.

A primeira é a procura de rentabilidade, que saiu do universo de obrigações para se instalar também nas bolsas, através da procura de títulos que contribuam para a distribuição de rendimentos. A segunda tem a ver com os EUA, e centra-se nas distintas formas através das quais se pode capitalizar o crescimento da primeira economia do mundo e como captar alfa quando a sua política monetária se começar a normalizar. “A normalização nos EUA, juntamente com um dólar mais forte e a queda do crescimento dos lucros, que agora estão em nível record, pode colocar pressão sobre as ações. No entanto, agora há um número de empresas que estão a crescer rapidamente e com êxito, e que começam a efetuar recompras de ações”, indica o especialista em relação ao segundo ponto.

O terceiro tema centra-se na Europa: os especialistas investigam que oportunidades de investimento está a gerar nas bolsas o QE do BCE, centrando-se no universo de small caps. “As grandes capitalizadas atraíram 35.000 milhões de euros apenas nas seis primeiras semanas depois de ter sido anunciado o QE. Agora as pequenas capitalizadas oferecem a possibilidade de retornos mais elevados”, comenta Barker. A última tendência, como não podia deixar de ser, está relacionada com a China: o estratega aclara que na gestora são otimistas relativamente a um soft landing da nação asiática, e fala na possibilidade de serem gerados “retornos muito bons”.

Soluções para algumas das temáticas

Que fundos da UBS Global AM parecem ser mais apropriados para três destas tendências? No caso da distribuição de rendimentos, Barker fala da gama de fundos “Global Income” da entidade suíça, que começaram a ser desenvolvidos em 2010, com o objetivo de investir exclusivamente em ações, sendo procurados títulos de alta qualidade que paguem dividendos sustentáveis e crescentes com o passar do tempo. O estratega destaca que, com 6.000 milhões de euros acumulados na estratégia  desde o seu lançamento, esta tem sido uma das áreas com mais êxito de crescimento da UBS Global AM nos últimos anos.

O fundo que se destaca nesta categoria é o UBS (Lux) Equity SICAV – Global High Dividend, que conta com um track record de quatro anos, tem cinco estrelas Morningstar e para além disso situou-se no primeiro decil da sua categoria nos últimos três anos. Na hora de selecionar valores, os gestores alocam cerca de 45% de importância à rentabilidade do dividendo face aos 55% de qualidade desse mesmo dividendo, que é medida com critérios de sustentabilidade ao longo do tempo segundo os lucros que a empresa é capaz de gerar. Depois do êxito deste fundo, a UBS Global AM lançou um novo fundo de Global Income com uma carteira composta entre 60 e 100 títulos, combinada com o uso de opções. A equipa gestora desta estratégia é capaz de extrair cerca de 3,51% dos dividendos e aproximadamente 3,48% via opções, o que resulta numa rentabilidade indicativa superior a 7%.

Este fundo está especialmente indicado para os investidores que querem fazer uma rotação da sua alocação de ativos a partir das obrigações, visto que oferece exposição  a ações com um enfoque defensivo, e tende a comportar-se melhor em momentos difíceis do mercado (apresenta um beta de 0.8).

Para enfrentar a segunda temática, Barker fala do UBS (Lux) Equity Sicav – US Total Yield, uma proposta original dado que o principal critério para selecionar empresas  é que não remunerem apenas os seus acionistas com um dividendo atrativo, mas que também estejam a efetuar recompras de ações. “As empresas dos EUA que geraram grandes fluxos de caixa preferem distribuir dividendos aos investidores utilizando as recompras de ações porque são mais eficientes em termos fiscais e, além disso, estas empresas tiveram um melhor comportamento ao longo do tempo”, comenta Barker a este respeito. Este é um fundo que é gerido a partir dos escritórios da UBS Global AM em Nova Iorque e que tem conseguido situar-se no primeiro quartil em termos de rentabilidade, desde o seu lançamento. Tal como na gama Global Income, este fundo apresenta um enfoque defensivo embora invista em ações.

Se o investidor está mais interessado em explorar o mercado europeu, a recomendação de Barker é o UBS (Lux) Equity Sicav- Small Caps Europe. Como adianta Barker, o QE fez com que se libertassem fluxos em direção aos títulos europeus de maior capitalização. No entanto, a visão da UBS Global AM é que as pequenas capitalizadas podem ser as empresas que melhor se vão sair perante as compras do BCE. Importa destacar que a visão da entidade em termos gerais é otimista em relação à recuperação europeia, esperando que finalmente este ano se observe o crescimento dos lucros corporativos, já que as margens continuam a ser baixas e os custos estão sob controlo.

À margem da melhoria dos lucros e dos efeitos da política monetária do BCE (incluindo a debilidade da divisa), as small caps apresentam duas grandes vantagens face às grandes capitalizadas: por um lado, podem ser exploradas as ineficiências que têm em termos da avaliação que apresentam; por outro existe uma grande possibilidade de que aumentem as operações de fusão e aquisição, já que as grandes empresas têm muito dinheiro em caixa, e as pequenas vão ser o objetivo de muitas dessas operações. Barker indica que investindo neste fundo, o investidor pode esperar um retorno de 4% sobre o das empresas de grande capitalização, sendo este de 10% anualmente. 

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