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Quase 40% dos investidores portugueses planeia aumentar valor a investir


Quatro em cada 10 investidores portugueses planeia aumentar o montante a investir durante este ano, um número em linha com a média global, aparecendo a América do Sul e a Àsia com regiões com maior potencial de crescimento.

De acordo com o Inquérito “Schroders Global Investment Trends Report 2013”, realizado a nível global para perceber como os investidores estão a adaptar as estratégias de investimento este ano, 38% dos portugeses “planeiam aumentar o total do montante que tinham investido em 2012”. Uma percentagem que é igual à média global e superior à média europeia (35%), sendo que no ‘velho continente’ apenas Suíça, Suécia e Alemanha têm taxas mais elevadas.

Carla Bergareche, ‘country head’ para Espanha e Portugal, destaca a “internacionalização do investidor português”, o qual “detecta claramente que as oportunidades de crescimento vêm do lado do investimento global, principalmente do mercado latino-americano e asiático”.

São estas, aliás, as regiões que os investidores consideram que apresentam maior potencial de crescimento nos próximos tempos. Segundo as conclusões do inquérito, cerca de um quatro em cada 10 investidores (44%) considera que a América do Sul tem potencial para oferecer o melhor crescimento nos próximos 12 meses, 38% sentem o mesmo em relação à Ásia-Pacífico, incluindo a China, e “cerca de 21% admite ter fé nas perspectivas de crescimento de Portugal”.

Albino Oliveira, do grupo Patris, sublinha que os bancos centrais” continuam a surpreender pela positiva, com políticas monetárias que criam a expectativa de uma aceleração no crescimento económico (no médio prazo) e um enquadramento de excesso de liquidez para os mercados financeiros (no curto prazo)”.  Com as matérias primas condicionadas pelos receios de aumentos da oferta e as obrigações soberanas limitadas pelas actuais baixas taxas de juro, destaca, “os produtos relacionados com os mercados de acções poderão manter-se como os mais atractivos”.

Além disso, “e tendo em conta a procura de produtos com taxas de juro mais elevadas, as obrigações de empresas Portuguesas poderão continuar a suscitar o interesse dos investidores, após o Banco Central Europeu ter conseguido diminuir os riscos no interior da zona euro”, acrescenta, em declarações à Funds People Portugal.

Analisando a procura dos próprios clientes, Luís Carvalho, da CA Gest refere que, a que tem assitido é a uma “preferência por classes de risco superior ao registado nos últimos dois anos”. Sublinha que se trata de  “um movimento que parte do interesse dos investidores” e acredita “existirem vários factores a favorecer a escolha desses fundos: descida da taxa de remuneração dos depósitos a prazo; com o evento em chipre surgiram alguns receios em deter depósitos acima de 100.000 euros e alguns investidores decidiram diversificar as suas aplicações” e uma volatilidade nos fundos que gerem mais reduzida que no período 2008-2011.

“Consideramos que este movimento está a ser feito com muita cautela, [...] não notamos ainda uma rotação significativa dos fundos mais conservadores para os restantes”, afirma Luís Carvalho.

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