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Quase 20% do património total da gestão de patrimónios pertence a fundos de pensões


O final do ano passado não terminou da melhor forma para o negócio da gestão de patrimónios nacional. O valor gerido nas carteiras de gestão discricionária reduziu-se em dezembro em cerca de 3 mil milhões de euros - para os 54.153 milhões de euros - o que representa uma queda de aproximadamente 6%, face a novembro. Desde o início do ano, no entanto, a redução no montante sob gestão é de 0,7%, segundo os dados da APFIPP referentes ao segmento da gestão de patrimónios em dezembro.

Para além das mudanças já referidas no ranking das gestoras de patrimónios, há ainda que salientar as várias nuances no que diz respeito à evolução das carteiras das sociedades gestoras de patrimónios por tipo de cliente.

Fundos de pensões já ‘pesam’ praticamente 20%

Os fundos de pensões foram o tipo de cliente institucional que mais cresceu em dezembro de 2014: 8,1%. No final do ano passado, os fundos de pensões perfaziam 19,9% das carteiras das gestoras de patrimónios, somando já um montante que se aproxima dos 11 mil milhões de euros (10.793 milhões de euros, no término de dezembro).

Os fundos de investimento, tanto residentes como não residentes, por seu lado, reduziram a sua presença nestes portfólios, no período em questão. Estes produtos acabaram dezembro com 1.318 milhões de euros sob gestão, enquanto que o volume gerido em novembro era de 1.387 milhões de euros.

As seguradoras, muito embora continuem a ser o tipo de cliente que maior preponderância tem nas carteiras em causa, em dezembro o seu montante investido reduziu-se. Se em novembro, de forma global, as seguradoras investiam 38.529 milhões de euros nas carteiras de gestão discricionária, no final do último mês do ano passado esse valor caiu para os 34.319 milhões de euros. Note-se que o maior contributo dado para esta redução foi protagonizado pelas seguradoras residentes. 

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