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Quarto trimestre em Portugal: as previsões da equipa de research do BiG


Entrámos no último trimestre do ano de 2017 e por isso é altura de fazer balanços e calcular os próximos passos. Foi isso mesmo que fez a equipa de research do BIG, aplicado especificamente ao caso português.

A retirada do Investment Grade por parte das três grandes agências no final de 2011 e início de 2012 fez Portugal sair do mercado de capitais “mainstream”. Segundo os especialistas, a parte dos detentores não-residentes de obrigações portuguesas tem diminuído significativamente, de 60% até 45%. Por isso, “antecipamos um novo aumento significativo da base de investidores com a subida da notação para Investment Grade por parte de uma das outras duas principais agências de rating (Fitch em dezembro?) – o que permitirá a reentrada da dívida portuguesa nos principais índices de Governos Internacionais”, referem. Também a decisão do rating para Investment Grade pela S&P em setembro causou “uma queda de 35 p.b. da taxa de juro a 10 anos – conferindo quase 1/3 do declínio total da yield no ano”, explicam.

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A Fitch foi a primeira agência a subir o rating de outlook para positivo em junho. Os analistas concordam que o impulso da avaliação moderadamente positiva “emanou dos esforços bem-sucedidos na consolidação fiscal, permitindo a saída do Procedimento por Défice Excessivo”. Em função da importância de um Investment Grade adicional por parte das outras duas principais agências de rating, o foco dos investidores está agora centrado na decisão do rating pela Fitch em dezembro.

Para os analistas, o sólido crescimento do PIB no segundo trimestre (3% YoY, depois de 2,8% no 1S17) pode vir a subir ligeiramente a perspetiva da Fitch de crescimento e assim traduzir-se no quarto cenário de rating upgrade “perspetivas de crescimento a longo prazo mais forte”. No entanto, advertem para o facto de uma possível “falha inesperada das negociações do Orçamento de Estado 2018”, que deverão estar terminadas ainda este mês, puder alterar esta tendência.

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Fonte: BIG, outubro de 2017

A equipa de research do BiG diz ainda que os pares de Portugal com a classificação Fitch de “BBB-” são predominantemente países de mercados emergentes com rendimentos per capita consideravelmente inferiores (mediana 8,5 mil per capita versus quase 20 mil em Portugal) e uma força institucional muito mais fraca. Porém, referem que a dívida portuguesa (%PIB) permanece “bem superior à mediana do grupo de 42% (quase 90 p.p.)”.

Nesta lógica, o Research BiG, em relação à decisão da Fitch (dez.), atribui uma probabilidade de 75% para a subida da notação para Investment Grade e antecipa um efeito sustentável do máximo 20 pb na taxa de juro a dez anos a médio prazoceteris paribus.

A queda do rendimento “será limitada pelo efeito do tapering outlook a executar pelo BCE neste período”, sendo que “a existência do desvio significativo das compras de dívida Portuguesa pelo BCE vs capital key e de já ter sido conferido o upgrade pela S&P, leva-nos a acreditar num spike das taxas de juro portuguesas pouco provável e relativamente limitado”.

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