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Quantos fundos ativos superaram o índice de referência?


Um estudo sobre os índices S&P Dow Jones do mercado europeu face aos fundos ativos de ações europeias disponíveis para venda no mercado volta a avivar o debate sobre gestão ativa versus gestão passiva.

Na última edição do relatório SPIVA Europe Scorecard (estudo publicado de forma periódica desde 2002), analisa-se o comportamento durante 12 meses (até junho de 2014) dos fundos de ações europeias denominados em euros e chega-se à conclusão de que 76,43% da oferta nesta categoria de produto não conseguiu superar o S&P Europe 350 - índice com o qual se estabelece a comparação - no período em análise.  Tendo como referência o rendimento médio do conjunto de fundos estudados face ao índice S&P Europe 350 pode observar-se uma diferença de quase três pontos percentuais: a performance média dos fundos a um ano foi de 20,41% face aos 23,93% registados pelo índice. 

A outra má notícia para os fundos de ações de gestão ativa é o facto de quanto mais longo for horizonte temporal de análise, piores são os resultados obtidos: observando o período de três anos, verifica-se que quase oito em cada dez produtos de bolsa europeia geridos de forma ativa não conseguiram superar o seu índice de referência. Evoluindo para o período de cinco anos, a taxa de fundos que regista um comportamento pior que o índice é de 73,53%.

Da marca pertencente à McGraw Hill Financial foi dado um ênfase aos fundos de ações europeias, apesar de, na verdade, o pior resultado ter sido encontrado na comparação feita dos fundos de ações globais: cerca de 75,57% apresentaram uma performace pior nos últimos 12 meses (até junho) relativamente ao seu índice de referência e esta percentagem dispara para 93,6% e 96,04% a três e cinco anos, respetivamente.

Os autores do estudo explicam que estes maus dados a 12 meses coincidem com um período de turbulência na Europa devido a eventos geopolíticos como o sucedido entre a Ucrânia e a Rússia e lançam uma mensagem: “A sabedoria popular sugere que a gestão ativa pode acrescentar potencialmente mais valor às carteiras em momentos de picos de volatilidade como este, muito embora esta crença ainda não tenha sido confirmada através de dados concretos”. Também aplicam esta constatação às ações emergentes, ao detectarem que os gestores ativos não foram capazes de obter um rendimento da volatilidade dos mercados em vias de desenvolvimento: “Inclusivamente durante um período tão volátil, a maioria dos gestores ativos não conseguiram tirar vantagem das oportunidades para superar o seu benchmark, e cerca de 74,35% dos fundos de mercados emergentes denominados em euros ficaram atrás do índice  S&P//IFCI (EUR)”, conclui o estudo. 

Categoria de investimentoÍndice S&P (comparável)% de fundos que não batem o índice a um ano*% a três anos*% a cinco años*
Ações europeiaS&P Europe 35076,4379,4173,53
Ações zona euroS&P Eurozone BMI84,7275,7473,88
Ações globaisS&P Global 120075,5793,696,04
Ações emergentesS&P/IFCI74,3576,0480,49
Ações EUA S&P 50066,1486,0488,09

Fonte: Estudo SPIVA Europe Scorecard. Rentabilidades expressas em euros. Dados a 30 de junho

 

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