Qual é a categoria APFIPP com melhor rendibilidade média nos últimos dois anos?


No final de outubro, a rendibilidade média anualizada dos fundos que compõem o mercado nacional para os últimos dois anos situava-se nos 2%, de acordo com os dados compilados e disponibilizados pela Morningstar através da sua plataforma online.

Se a nossa análise tiver como universo, as entidades que fazem parte da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios – APFIPP – observa-se que existem cerca de três dezenas de categorias de fundos, entre as quais uma merece especial destaque - em termos de rendibilidade - nos últimos dois anos. É ela: a categoria dos fundos que investem na América do Norte.

Esta categoria engloba seis produtos que perfazem um total de quase 200 milhões de euros. Desta meia dúzia de produtos, aquele que regista a melhor performance nos dois anos anteriores ao final de outubro, é o Caixagest Acções EUA. Nesse período o fundo gerido pela Caixagest regista uma rendibilidade anualizada de 17,12% e no final do mês passado superou a barreira dos cem milhões de euros em património.  Entre os maiores investimentos em carteira encontramos a Apple, a Allergan ou a United Health, sendo que o produto foi, também, o segundo mais rentável do mercado nacional nos últimos cinco anos.

Com 16,43% vem o Santander Acções América. O fundo é da responsabilidade da Santander Asset Management e nos maiores investimentos encontramos um produto da iShares, no caso o iShares Core S&P500, além das cotadas Apple, Exxon Mobil ou Microsoft. O seu património total ascende a mais de 36 milhões de euros.

Acima dos 16% de rendibilidade ainda surge um produto. Trata-se do BPI América, classe denominado em euros. A sua rendibilidade nos últimos dois anos é de 16,36% com um património total de quase 30 milhões de euros, com as maiores posições em carteira a irem para as cotadas norte-americanas Interpublic Group of Companies, DR Horton, EMC Corp, UnitedHealth e o Ebay. Este produto da BPI Gestão de Activos foi o mais rentável do mercado nacional em 2014, e na primeira revista Funds People Portugal de 2015 o seu gestor José Caras-Altas Badalo, afirmava que “o facto de estarmos fisicamente afastados do mercado onde investimos não é encarado como uma desvantagem, já que nos levou a seguir uma abordagem menos convencional na gestão da carteira. Este produto também existe denominado em dólares, com os pares cambiais a puxarem a rendibilidade do fundo para baixo, já que nos últimos dois anos a rendibilidade foi de 3,63%.

Os restantes dois produtos que completam a categoria também conseguem superar a barreira dos 10% em termos de rendibilidade anualizada nos últimos dois anos: o IMGA Acções América e ainda o NB Ações América.

O primeiro é gerido pela IM Gestão de Ativos e atinge uma rendibilidade de 14,35%. O seu património é superior a 8 milhões de euros com a Apple a ser o maior investimento. Ainda assim, de acordo com a ficha do produto foram as “posições de sobreexposição na Amgen, Amazon.com e eBay que contribuíram positivamente para o desempenho, bem como as posições de subexposição na Valeant Pharmaceuticals e na IBM”.

O maior investimento é comum ao outro produto, que é da responsabilidade da GNB Gestão de Ativos. A rendibilidade é de 11,01% com o património a superar os 4 milhões de euros. Este fundo é gerido por Bruno Santos e no mês de outubro foi o “sector tecnológico como a Alphabet, Paypal, Salesforce e a Apple” que ajudaram o fundo a ter rendibilidades assinaláveis, juntamente com “empresas com ligação ao sector energético como a EOG e a First Solar”, segundo se pode ler na publicação da entidade.

Os fundos de ações América do Norte nos últimos dois anos

Fonte: Morningstar no final de outubro
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