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Qual a rentabilidade real dos produtos poupança reforma na Europa?


Os produtos de investimentos e os planos de pensões privados são os serviços de retalho com pior comportamento em toda a União Europeia. Dados retirados do quadro de indicadores dos mercados de consumo elaborado pela Comissão Europeia e que serviram de base para o estudo Pension Savings: The Real Return, no qual a Better Finance (Federação Europeia de Utilizadores de Serviços Financeiros) analisa a situação do mercado europeu dos produtos de poupança reforma e as suas respetivas rentabilidades.

A primeira conclusão a que chegam os autores do estudo, que está já na sua segunda edição e inclui 75% da população da UE, é de que nem os clientes nem os supervisores conhecem a rentabilidade real líquidos destes serviços. Além disso, criticam a posição da Autoridade Europeia de Valores e Mercados (ESMA), que toma a rentabilidade dos mercados de capitais como proxy da rentabilidade dos produtos de poupança dirigidos ao segmento do retalho. "Os resultados da nossa análise confirmam que, infelizmente, as rentabilidades dos mercados de capitais não coincidem com as dos produtos de poupança à disposição dos cidadãos da UE", afirmam.

Os autores argumentam que a maioria dos cidadãos não faz um investimento direto das suas poupanças em ações ou obrigações, preferindo o investimento indireto através de fundos de investimento, seguros de vida e/ou planos de pensões. Factores como as comissões de gestão, inflação, pressão fiscal conduzem as rentabilidades reais destes produtos para níveis muito baixos e inclusivamente negativos.  

Na verdade e, de acordo com o gráfico abaixo, que compara o comportamento de diferentes produtos poupança  reforma disponíveis em diversos países da Europa entre 2000 e 2013, as rentabilidades reais líquidas anualizadas oscilam entre os 4,7% dos planos de pensões de emprego da Polónia (2002-2013, antes de impostos) e -3,3% registados pelos planos de pensões individuais em Itália (2008-2012). Outros produtos como os da Bélgica, França, Espanha ou Reino Unido também geram rentabilidades reais negativas no período analisado. 

 

Retornos reais anualizados das poupanças reforma

Depois de custos, inflação e impostos (excluindo * = antes de impostos)

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