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Quais os fundos imobiliários abertos com rendibilidades positivas nos prazos mais comuns de análise?


Os últimos tempos não têm sido fáceis para o segmento de fundos imobiliários.  De acordo com a CMVM, no ano passado o valor sob gestão dos fundos imobiliários caiu cerca de 8% para um total de 11.210 milhões de euros. Já em termos de rendibilidade a tendência de queda manteve-se, com a média da valorização entre os fundos imobiliários abertos a situar-se em terreno negativo.

Continuando pelo ‘caminho’ dos fundos imobiliários abertos, são onze os produtos classificados desta forma pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios. Sendo que a Associação divide os fundos abertos em ‘acumulação’ e ‘rendimento’. Os primeiros destacam-se por “não distribuírem rendimentos, reinvestindo automaticamente os rendimentos gerados pelas respectivas carteiras”. Já os segundos “distribuem periodicamente aos participantes os rendimentos gerados pelas respectivas carteiras”.

Dos onze produtos imobiliários abertos, apenas três conseguem ter rendibilidades positivas nos prazos mais comuns de análise: a 1, 2, 3, 5 e 10 anos, com o ponto de partida a ser o final do mês passado. Do trio de produtos, apenas um é um aberto de acumulação. Trata-se do CA Património Crescente  que é gerido pela Square Asset Management. Nos doze meses anteriores ao final do mês de janeiro a sua rendibilidade foi de 3,26%. Destaque para o facto deste fundo ter o melhor portfólio imobiliário nos IPD European Property Investment Awards, galardão que já recebeu cinco vezes consecutivas. Relativamente ao último prémio, Pedro Coelho, administrador da Square Asset Management, afirmava que este prémio significava “a consolidação do CA Património Crescente como um dos melhores produtos de investimento do mercado, a nível internacional”.

Quais os dois abertos de rendimento?

Os restantes dois produtos são ambos abertos de rendimento: o VIP e o Imofomento. O primeiro é um dos mais antigos fundos do mercado nacional e é gerido pela Silvip. Nos últimos dois anos regista uma rendibilidade anualizada de 2,77% e no final do ano passado o seu património ficava perto dos 300 milhões de euros. De acordo com a página na internet da entidade, o produto já distribuiu “mais de 230,5 milhões de euros de rendimento”, desde do seu lançamento até ao final de 2014. Já de acordo com o seu prospeto, e tratando-se de um fundo aberto de rendimento, os rendimentos são distribuídos “trimestralmente nas datas de 15 de Março, Junho, Setembro e Dezembro.

O Imofomento é da responsabilidade da BPI Gestão de Ativos e regista, nos últimos três anos uma rendibilidade anualizada de 1,33%. Segundo o prospecto do produto, o grande objetivo é “alcançar, numa perspectiva de médio e longo prazos, uma valorização do capital, através do investimento diversificado em activos, predominantemente imobiliários. O Fundo investe em imóveis com a finalidade de compra e venda, desenvolvimento de projectos de ampliação, requalificação e arrendamento, privilegiando, no último caso, os prazos mais longos. Os imóveis detidos pelo Fundo correspondem a prédios urbanos ou fracções autónomas localizadas em Portugal, predominantemente nas áreas de Lisboa e Porto, podendo ainda estar situados em Estados-Membros da Comunidade Europeia ou da OCDE”.

O mapa dos fundos imobiliários abertos

FundoGestoraCategoria APFIPP1 Ano (%)2 Anos (%)3 Anos (%)5 Anos (%)10 Anos (%)
CA Património CrescenteSquare Asset Management Acumulação3,262,873,063,363,81
VipSilvipRendimento2,992,772,562,583,64
ImofomentoBPI Gestão de ActivosRendimento1,391,241,331,612,88
Fonte: APFIPP no final de janeiro de 2016

 

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