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Quais os fundos de obrigações com captações líquidas positivas em 2015?


Nos primeiros dez meses de 2015, aconteceu quase de tudo nos mercados financeiros, quer globais quer nacionais. Esta constante ‘mudança de humor’ fez-se sentir nas captações líquidas dos fundos de investimento em Portugal, já que dos dez meses percorridos, metade conseguiu ter resultado positivo e a outra metade registou saldo negativo. De acordo com os dados divulgados pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios - APFIPP - o volume sob gestão em fundos de investimento nacionais regista um saldo negativo entre subscrições e resgates de 324,5 milhões de euros.

Analisando as categorias em que a Associação divide o mercado de obrigações – obrigações de taxa indexada, obrigações euro e obrigações internacionais – verificamos que nos primeiros dez meses do ano existem mais resgates do que subscrições, acumulando um saldo negativo de 617 milhões de euros. Claramente um volte face relativamente aos primeiros dez meses do ano passado, onde as captações líquidas eram positivas na ordem dos 145 milhões de euros.

São quase 30, os produtos que compõem os segmentos de obrigações da APFIPP. Desses, apenas oito conseguem ter captações líquidas positivas nos primeiros dez meses de 2015, com o Caixagest Obrigações a ser o produto que regista melhor comportamento. O fundo é da responsabilidade da Caixagest e atinge um saldo superior a 72,4 milhões de euros. Trata-se de um fundo de obrigações de taxa indexada euro, com o maior investimento em carteira, no final de outubro, a ir para obrigações da Caixa Geral de Depósitos, sendo seguidas de emissões da Goldman Sachs e do Dnb Bank Asa.

Longe da liderança

Os restantes produtos encontram-se com valores muito afastados do líder do segmento. O segundo produto está igualmente sob a responsabilidade da Caixagest e denomina-se de Caixagest Obrigações Mais. É um fundo de ‘obrigações euro’ e regista captações líquidas de 15,2 milhões de euros, com os maiores investimentos em carteira a irem para títulos de dívida do BCP e da Sky.

O top 3 é fechado com um fundo da BPI Gestão de Activos: o BPI Obrigações Mundiais que capa, em termos líquidos, 14,7 milhões de euros. Inserido na sub-categoria de “fundos de obrigações internacionais’ tem, entre as maiores posições em carteira, títulos de dívida dos gigantes Amazon, Ineos ou Dailmer.

Menos de 10 milhões 

Os restantes cinco produtos atingem um saldo entre subscrições e resgates que não supera os 10 milhões de euros. Com quase 7 milhões vem o Santander Multi Taxa Fixa que é gerido pela Santander Asset Management, sendo seguido por um produto da Caixagest que arrecada aproximadamente 4 milhões de euros: o Caixagest Obrigações Longo Prazo.

O Optimize Europa Obrigações da Optimize Investment Partners, o BPI Euro Taxa Fixa da BPI Gestão de Activos e o Postal Capitalização da Caixagest fecham o lote dos fundos de obrigações que, apesar de tudo, alcançam entradas líquidas de dinheiro em 2015.

 

Os fundos de obrigações com captações líquidas positivas em 2015

FundoGestoraCategoriaCaptações líquidas
Caixagest ObrigaçõesCaixagest Obrigações Taxa Indexada72 488 500 €
Caixagest Obrigações MaisCaixagestObrigações Euro15 285 100 €
BPI Obrigações MundiaisBPI Gestão de ActivosObrigações Internacional14 776 200 €
Santander Multi Taxa FixaSantander Asset ManagementObrigações Euro6 897 800 €
Caixagest Obrigações Longo PrazoCaixagestObrigações Euro3 897 500 €
Optimize Europa ObrigaçõesOptimize Investment PartnersObrigações Internacional1 756 200 €
BPI Euro Taxa FixaBPI Gestão de ActivosObrigações Euro1 653 300 €
Postal CapitalizaçãoCaixagestObrigações Taxa Indexada141 000 €
Fonte: APFIPP no final de outubro
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