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PSI 20 fecha semana a crescer quase 2%


O índice português começou mal a semana, mas acabou por recuperar fechando em alta, crescendo 1,95% para os 6.184.700 pontos, neste final de sessão de sexta-feira.  Nas restantes congéneres europeias, o cenário foi idêntico: Madrid encerrou a valorizar 0,08%, Paris 0,04% e Frankfurt 0,45%.

Nuno Marques, do Banif Gestão de Activos, faz um balanço das performances da semana: “a semana que agora termina foi positiva para as acções europeias, com especial destaque para as da periferia: Portugal (PSI-20) +2.6%, Espanha (IBEX35) +2.6% e Itália (MIB 30) +3.2%.  Relativamente ao mercado nacional, destaque claro para o sector financeiro (BES +19.3%, BPI +10% e BCP +6%) e para empresas que beneficiam de uma redução do prémio de risco português, como a Sonae SGPS (+5.7%) e a Mota Engil (+5%). Pela negativa destaque para as eléctricas (EDP -4% e REN -1%), com o Governo a adiantar novas medidas de austeridade que impactarão os resultados destas empresas, e a Jerónimo Martins, penalizada pela incerteza instalada no mercado quanto à evolução da margem operacional da empresa na Polónia”.

Na NYSE Euronext Lisboa foram 13 as empresas cotadas a valorizarem, 4 a caírem e 3 a manterem os mesmos valores da última sessão.

Na banca, o final de sessão foi bastante positivo, com o BES a registar a maior valorização do dia, crescendo 8,20% para os 1,082 euros. O BPI por seu lado fechou a valorizar 2,90% para os 1,100 euros, enquanto o BCP, mais modesto, subiu 1,94% para os 0,105 euros.  O Banif manteve os mesmos valores da sessão anterior.

Na energia, as empresas também encerraram com bons resultados. A EDP cresceu 0,94% para os 2,481 euros, enquanto a EDP renováveis caiu 0,37% para os 3,842 euros. A Galp Energia por seu lado conseguiu valorizar 1,10% para os 12,460 euros. A REN manteve os mesmos valores da sessão anterior.

Nas telecomunicações, apenas a Sonaecom não conseguiu segurar-se no verde caindo 0,99%. A PT teve um dos melhores desempenhos do dia conseguindo subir 3,94% para os 3,510 euros. A Zon Optimus, por seu lado,  fechou a crescer 0,48%.

Internacionalmente Nuno Marques destaca “um bom início da época de resultados nos EUA onde a amostra ainda é bastante reduzida (Alcoa, JP Morgan e Wells Fargo) e o facto de o Governo norte americano não ter chegado a acordo relativamente à revisão do Debt Ceiling. Apesar de toda a incerteza no que respeita a política norte americana o mercado nos EUA permanecia, a esta hora, inalterado nasemana”.
 

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