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Proteção contra a subida das taxas de juro? A solução oferecida pelos fundos de obrigações sem restrições


À medida que a economia norte-americana acelera, o espaço de tempo sem que as taxas de juro subam vai-se prolongando. Perante estes tempos de incerteza, Gareth Isaac, Fixed Income Fund Manager da Schroders, apresenta os fundos de obrigações sem restrições como sendo os produtos “que podem oferecer a flexibilidade necessária para evitar surpresas inesperadas.”

“Durante o ano de 2013 e ainda em 2014, as garantias da Fed, e outros bancos centrais, relativamente à manutenção das taxas de juro em níveis baixos, juntamente com os elevados níveis de liquidez, fizeram com que os investidores “sedentos” de yield solicitassem retornos sempre que queriam”. As consequências dessa procura não tardaram: as valorizações das obrigações parececem “esticadas” em várias áreas de mercado.

Agora o cenário é distinto. “A economia global atualmente enfrenta menos “ventos contrários” do que em 2012”. O nível de desemprego norte-americano está abaixo da barreira dos 6,5%, e, enquanto isso, o programa de quantitative easing continua abrandar. “A Fed não está a confiar em mais nenhuma medida económica para tomar a decisão ao nível das taxas de juro”, acredita o especialista. A subida nas taxas é geralmente uma má notícia para os investidores de obrigações e, por isso, o profissional entende que uma maneira deles se protegerem do risco de uma correção é “via fundos de obrigações sem restrições, mas também através de uma gestão ativa do portfólio”.

Sem a prisão do benchmark

Sendo a duração a maneira que um gestor de fundos tem para quantificar a exposição do portfólio às taxas de juro, “quanto mais duração se tem, maiores perdas existirão quando as taxas de juro subirem”, lembra Gareth Isaac. Enquanto num fundo de obrigações convencional o primeiro objectivo do gestor é bater o benchmark, num fundo de obrigações sem restrições naturalmente isso não acontece. “O objectivo destes fundos é gerar retornos investindo nas melhores ideias do gestor”, refere o Fund Manager, para quem é o mais importante destes produtos é poderem ver a sua posição na duração alterada.

Proteger e lucrar

“Um fundo de obrigações sem restrições tem a capacidade não apenas de possuir menos duração do que um índice – comparativamente com os fundos convencionais – mas também pode assumir posições curtas em áreas específicas”, indica. É neste último ponto que Gareth Isaac acredita que os investidores se podem proteger contra uma subida das taxas de juro, podendo até lucrar com esses aumentos.

Em conclusão, o Fund Manager diz ainda que a mais valiosa ferramente oferecida por estes fundos é a flexibilidade. “Esta capacidade de ajustar o portfólio à exposição das taxas de juro de uma forma ativa e constante, entre outras coisas, é o que permite que os fundos gerem retornos consistentes”. 

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