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Procurar bons stockpickers e encarar a regulação de forma saudável


O Barclays começou o ano, trazendo a Lisboa dois dos seus especialistas internacionais, que falaram para uma audiência repleta de investidores e colaboradores, não só acerca das ideias de investimento macro para 2015, como também sobre as estratégias da casa.

Tal como outros especialistas da área financeira têm vindo a veicular, William Hobbs, equity strategist da entidade para a EMEA, acredita que muito provavelmente este será o ano da subida das taxas de juro nos EUA, tendo em conta a melhoria “a olhos vistos” da economia norte-americana, que está cada vez mais suportada pelos aumentos salariais.  Considera que “o aumento das taxas de juro está a “surgir” mais rápido do que a maioria das pessoas julga” e, por isso, questiona: “Será que a economia norte-americana vai sofrer um choque por causa desta subida?”. Por outro lado, considera que a Grécia e a Europa são as grandes questões a monitorizar nos portfólios em 2015. Em termos das preocupações que são transversais a todos os Bancos Centrais, o especialista fala da “necessidade de conseguirem manter as inflação nos níveis definidos”.

Mudanças na indústria

Desde 2010 no Barclays Wealth and Investment Management, onde ocupa o cargo de diretor de distribuição, Michael Haslam sabe, no entanto, como é “estar do outro lado”, já que em experiências anteriores ocupou a função de product specialist. Habituado por isso a temas como a implementação da RDR (Retail Distribution Review) no Reino Unido, o profissional destaca a profissionalização e educação subjacentes a esta diretiva. Lembra que as grandes mudanças que aconteceram ao nível da RDR foram basicamente nas comissões, mas também em termos da “percepção do cliente relativamente a essas mesmas comissões”. Considera que o caminho traçado pela RDR no Reino Unido e na Holanda foi pioneiro, e que, em breve, vai chegar ao resto da Europa, “já que mais cedo ou mais tarde a MIFID será imposta”. “A transparência ao nível das comissões é cada vez mais visível, e temos de estar preparados para isso, sendo capazes de encarar a regulação não como um desafio mas sim como uma mudança”, diz.    

Fundos multimanager: à procura dos bons stockpickers

Este foi um assunto que “conduziu” a conversa até aos fundos Multimanager, uma das apostas diferenciadoras do Barclays, que, como explicou à Funds People, muito embora sejam fundos de fundos, o investimento não se concretiza diretamente através dos produtos, mas sim sob a forma de mandatos. Realça que desta maneira, “existe uma transparência muito superior”, sendo por exemplo possível um grande controlo ao nível dos sectores e ativos que são sub ou sobreponderados, ou até mesmo na própria negociação das comissões que o  “modelo” de mandatos permite.

Precisamente durante a apresentação, o profissional explicou aos presentes como é que o Barclays acrescenta valor na seleção dos gestores dos Fundos Multimanager e como é que combina e “mistura” esse mesmo valor. “Estamos à procura de bons stockpickers que entreguem resultados de forma consistente”, começou por dizer, referindo também que dentro desses stockpickers buscam “estilos diferentes que se complementem”. Indicou precisamente que vão à procura de gestoras que se adaptam tanto a uma gestão com estilo value, como blend, growth ou Income. A título de exemplo, falou dos fundos de ações de mercados emergentes do Barclays que recorrem ao expertise de duas casas gestoras globais: a Aberdeen e a Arrowstreet. Explicou que a Aberdeen “tem um estilo particular, procurando temas de mais longo prazo nos mercados emergentes, investindo em empresas que beneficiem do crescimento do rendimento líquido disponível”, enquanto que “a Arrowstreet se foca numa análise quantitativa para identificar oportunidades de compra”.

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